Trensurb apresenta contribuições socioambientais

Durante manhã e tarde desta quinta-feira, 27, ocorreu o quarto Seminário de Responsabilidade Socioambiental da Trensurb, na sede administrativa da empresa. Na saudação aos participantes, o diretor-presidente da empresa metroviária, Humberto Kasper, destacou que o tema – “cada vez mais candente” – “perpassa todos os segmentos da sociedade”.


Após fazer considerações sobre todo o processo humano que envolve a relação com os recursos naturais, Kasper afirmou que “não existe nada mais socioambientalmente correto do que economizar”. Segundo ele, um “ato absolutamente favorável e pelo qual cada um de nós pode ser responsável”, buscado pela empresa através de seus índices de gestão e qualidade. “[O conceito de] eficiência é compatível e socioambientalmente correto.” Foi lembrada a consolidação, em processo que culminou no início deste ano, de setor específico que articula políticas socioambientais da empresa, o Seram – Setor de Responsabilidade Socioambiental.


Relatório aponta ações socioambientais em 2011


O evento também foi palco para o lançamento do Relatório Socioambiental 2011 da Trensurb, que compila os resultados de todas as ações da empresa quanto ao tema. Seguindo os princípios de racionalização no uso de matérias-primas, o relatório foi disponibilizado totalmente em mídia digital. É possível acessá-lo no site da empresa, no link http://www.trensurb.gov.br/relatoriosocioambiental/2011.


Entre as considerações do documento estão os números da economia gerada à sociedade pelo uso do transporte metroviário em relação a outros meios. 3.153 toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser lançadas na atmosfera, assim como 536 toneladas de hidrocarbonos, 205 toneladas de óxido de nitrogênio, 6,14 toneladas de óxido de enxofre e 6,82 toneladas de particulados. Ao todo, 1,01 milhão de viagens de ônibus foram “economizadas” – deixaram de ser realizadas – no ano passado com o uso do metrô.


A expansão norte e a comunidade da Vila Brás


Alunos da Escola Municipal João Goulart, localizada na Vila Brás, em São Leopoldo, apresentaram trabalho sobre as origens da comunidade que se constituiu, principalmente, de trabalhadores vindos do interior para trabalhar na indústria da região.


Lembrando as dificuldades iniciais enfrentadas pela população – principalmente as enchentes no local -, os alunos também destacaram o histórico de conquistas da Brás, como a criação da associação de moradores (1981), conclusão do dique (1985), canalização de rede fluvial e a primeira escola (ambos 1991).


Os jovens mostraram, ainda, ganhos com as ações complementares das obras de expansão da Linha 1 da Trensurb a Novo Hamburgo, principalmente em termos de mobilidade, habitação e equipamentos urbanos, como uma nova escola – a Chico Xavier.


Palestrantes fizeram alerta pela sustentabilidade


A água foi o tema da palestra da professora Ione Gutierres, representante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) de Canoas e do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos). Ione, ou melhor, o “extraterrestre Enoi” – a personagem utilizada pela educadora para ilustrar sua fala -, convidou os participantes a fazer uma “viagem pelo espaço sideral” junto a ela e, depois, analisar as características naturais da Terra, um planeta “cheio de riquezas”. “A espécie humana, dita racional, degrada de forma muito violenta os recursos naturais”, considerou, levando a plateia a refletir sobre seus hábitos diários e o possível desperdício.


Fechando o seminário, o ambientalista Francisco Milanez, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) – entidade existente desde 1971 -, falou sobre aspectos da educação ambiental dando destaque àqueles que “não estão na moda” quando o tema é tratado atualmente. “Sustentabilidade requer que reavaliemos todos os aspectos de nossa vida”, alertou.


Milanez discorreu sobre temas que foram desde o aumento de temperatura no planeta – “aumentar a temperatura significa desorganizar o tempo” -, lembrando a importância da água como estabilizador térmico, até o senso comum sobre meio ambiente, explicando que, diferentemente do que se propaga usualmente, “a natureza não compete, mas sim coopera”.

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Fonte: Trensurb

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