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MRS investe R$ 280 mi em linha férrea e novas locomotivas

Um dos maiores conglomerados no ramo de transporte de cargas no País, a MRS Logística S.A., que atua com maior expressão no segmento na Região Sudeste, aposta na segregação de linhas férreas, além da compra de novas locomotivas. A meta é justamente expandir a capacidade da empresa, em pelo menos 60% até maio deste ano.


Segundo o gerente de Relações Institucionais da empresa, José Roberto Lourenço, serão R$ 120 milhões investidos na compra das novas composições e mais R$ 160 milhões em obras de segregação de linhas.


“Para o transporte de cargas entre Rio Grande da Serra e Cubatão, onde a serra é dez vezes mais íngreme que o normal, investimos na compra de sete novas locomotivas, fabricadas com exclusividade na Suíça, para esta situação. Quatro já estão no Brasil e mais três devem chegar até maio”, como explicou Lourenço, ao DCI, ontem, após a abertura do primeiro dia da 19ª Intermodal South America, em São Paulo.


Com as novas locomotivas, o executivo estima que a capacidade operacional da empresa aumente ainda no segundo semestre deste ano. “Neste primeiro momento, devemos passar a transportar 7 milhões de toneladas a mais para o litoral. Mas o número pode subir para 12 milhões de toneladas até o fim do ano e para 24 milhões de toneladas depois da conclusão do ferroanel”, disse Lourenço.

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Além disso, a MRS também afirma investir na segregação de uma linha férrea, já em construção, no trecho entre as cidades paulistanas de Itaquaquecetuba e Suzano. “Esse é um projeto que realmente nos dará capacidade de operar durante todo o dia, e não apenas por 12 horas”, afirmou Lourenço.


Segundo ele, a redução que é vista no tempo de operação neste trecho, atualmente, se deve ao compartilhamento dos trilhos com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que utiliza a mesma ferrovia para o transporte de passageiros durante o dia – inviabilizando a passagem das cargas. A previsão é que até setembro deste ano, porém, a MRS já possa operar com a linha segregada.


Nova linha


Ainda até o fim do ano, a empresa também pretende conseguir a autorização do governo do Estado de São Paulo para a construção de mais uma linha, entre a capital paulista e Rio Grande da Serra (SP). A empresa considera o processo fundamental, já que se trata de “um importante trecho que dá acesso ao sul da região metropolitana de São Paulo”. As negociações, porém, não devem terminar antes do fim de 2013 e, caso a obra seja autorizada, tem duração prevista de três anos.


O compartilhamento de trilhos entre o transporte de cargas e passageiros tem sido uma prática da MRS desde o início das atividades, como alternativa para amenizar o gargalo logístico na Grande São Paulo. O eixo Jundiaí-Rio Grande da Serra, antiga Santos-Jundiaí, e o Brás-Estudantes, que era conhecida como Central do Brasil, por exemplo, ainda são compartilhados entre o poder público e a iniciativa privada.


Contêineres


A empresa também informa que “para suportar a crescente demanda por transporte ferroviário, a MRS investe na revisão e implantação de uma rede de terminais de transbordo para o transporte de contêineres na região de São Paulo, ampliando sua participação no segmento, ao aumentar a produtividade e incrementar a capacidade de transporte”.

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Fonte: DCI

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