A Vale do Rio Doce abandonou seu megaprojeto de extração de potássio na Argentina devido à duplicação dos custos previstos inicialmente, disse nesta terça-feira o advogado do grupo em depoimento no Senado argentino.
‘A empresa se viu obrigada a vender o projeto porque os custos passaram dos 6 bilhões de dólares, orçados em 2009, para 12 bilhões de dólares’, destacou o assessor jurídico do grupo, Adolfo Durañona, durante seu depoimento na comissão de Mineração, Energia e Combustíveis do Senado.
A Vale anunciou em março a suspensão do projeto Potássio Rio Colorado, na província de Mendoza, que tornaria a Argentina um dos maiores produtores mundiais do mineral.
O advogado disse que o orçamento inicial dobrou por diferentes custos adicionais e exigências das províncias implicadas no projeto.
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A iniciativa incluía 790 km de ferrovias e um terminal portuário em Baía Blanca, ao sul de Buenos Aires, com a criação de 4 mil pontos de trabalho.
O governador da província de Mendoza, Francisco Pérez, disse à comissão que a Vale solicitou isenções fiscais que, se concedidas, teriam gerado desigualdades no setor.
O governo argentino lamentou a decisão da Vale e advertiu sobre ‘o forte impacto econômico e social decorrente do abandono do empreendimento’.
O tema seria discutido pelas presidentes Cristina Kirchner e Dilma Rousseff no encontro de 7 de março passado, na Patagônia argentina, mas a reunião foi cancelada devido à morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
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