33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Meio ambiente – Mobilidade e poluição

O jornalista Washington Novaes, especializado em meio ambiente, citou a frase do primeiro ministro francês Jacques Chirac segundo a qual “as gerações futuras irão cobrar responsabilidades de quem sabia e nada fez”, quando criticou a falta de políticas para planejamento urbano nas grandes cidades brasileiras e melhores condições de mobilidade.
 
Novaes, colunista do jornal “O Estado de S. Paulo” e autor da série “Xingu, terra ameaçada”, nova série de 16 episódios da TV Cultura, fez revelações preocupantes para executivos, engenheiros e técnicos do setor metroferroviário presentes na 19ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que se iniciou hoje (10), em São Paulo.
 
Ele contou que conheceu São Paulo em 1942, com oito anos, vindo do interior, a cidade tinha um milhão de habitantes e o transporte era feito por ônibus e bondes e quase não havia carros “só os muito ricos tinham automóvel”. Passados cinco anos, a cidade já havia mudado. Por conta das dificuldades de importação por causa da guerra, incentivaram-se as indústrias e nessa época foi cunhada a frase “São Paulo não pode parar”. E a população chegava aos dois milhões de habitantes.
 
Novaes conta que viajava para o interior e litoral de trem, mas no final da década de 1950 começaram os incentivos ao automóvel pelo presidente Juscelino Kubitscheck e o consequente sucateamento das ferrovias. Na década de 1960, a cidade já passava dos 4 milhões de habitantes.
 
Ao contrário da cidade arborizada e tranquila de sua infância, São Paulo se transformou numa metrópole de crescimento desordenado, com precariedade nas regras de ocupação dos espaços, na verticalização, na energia e resíduos. Hoje tem 11 milhões de habitantes, que chegam a 20 milhões se contarem os das cidades vizinhas e mais de um milhão que todos os dias frequentam a cidade.
 
Com uma frota de 17 milhões de veículos, a velocidade média não passa dos 14 quilômetros por hora e cada habitante recebe por ano 1,4 tonelada de poluentes. A perda média de tempo no trânsito chega a 12,5% da jornada de trabalho, que representam um pedágio virtual de R$20,00 ou R$ 62 milhões por ano segundo estudo de André Montoro Filho. O custo da implantação e manutenção do quilômetro de metrô é de R$ 13,5 milhões.
 
A poluição ambiental é responsável também por mortes e internações hospitalares e custos anuais de R$100 milhões. Se todos os veículos passassem por rigorosa inspeção, seriam evitadas 319 mortes por ano, exemplificou. Segundo dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), os veículos emitem 50 mg de material particulado na atmosfera, enquanto a ONU recomenda 20.
 
Novaes citou estudo da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP) sobre os investimentos em infraestrutura para os veículos. Mais de 50% do espaço urbano é oferecido aos automóveis e ficam 80% ociosos. Nada menos do que 60% do transporte de cargas é feito sobre pneus e 90% dos passageiros.
 
Novaes mostrou preocupação com erros estratégicos ao citar as reduções de impostos para estimular a venda de automóveis, cujos recursos poderiam financiar a construção de metrôs e trens e melhorar os sistemas de transporte público de passageiros.

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.
Fonte: Aeamesp

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*