O gerente de projetos da Certifer, Aryldo Russo Júnior, apontou alguns equívocos nos editais dos projetos metroferroviários sobre as normas Cenelec, durante palestra da Rail Brazil Tech & Business Summit, realizada nesta quinta-feira (07/11), em paralelo ao NT Expo.
Segundo o especialista, que tomou como base o edital da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, ao tentar explicar as normas, os editais acabam trazendo especificações que não pertencem à Cenelec. “Em um item pede para seguir a norma, em outro manda fazer uma coisa que a norma diz que não é para fazer”. Apesar disso, Júnior disse que o edital da Linha 6 é ‘extremamente parecido’ com o edital da Linha 4-Amarela e, sobre a Linha Amarela, que “foi a primeira vez que eu vi aqui no Brasil a norma sendo aplicada na sua completude”. Ele explicou que no Brasil não existe uma agência reguladora, então o que vale é o edital. Segundo Júnior, esse papel de agência reguladora poderia ser feito pelo Inmetro.
A norma Cenelec classifica a segurança do sistema em cinco níveis – de 0 a 4 -, de acordo com a necessidade de cada sistema. Um sistema de portas de plataforma de metrô, por exemplo, recebe classificação nível 3, enquanto nos monotrilhos recebe classificação nível 4, por conta da elevação. “A norma, além de definir o processo, define as técnicas que devem ser utilizadas”, apontou Júnior.
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