33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Siemens e Mitsubishi tentam superar GE em disputa por ativos da Alstom

A gigante alemã da engenharia Siemens AG e o conglomerado japonês Mitsubishi Heavy Industries Ltd. apresentaram uma oferta pela divisão de energia da Alstom SA, numa tentativa de superar a proposta anterior de US$ 17 bilhões da americana General Electric Co. tanto no aspecto financeiro como político. Segundo a oferta conjunta, a Siemens compraria o negócio de fabricação e serviços de turbinas a vapor do grupo industrial francês por cerca de 3,9 bilhões de euros (US$ 5,3 bilhões). Uma vez fechado o acordo, a Siemens propôs a negociação de outro pacto que combinaria sua divisão ferroviária com a da Alstom, que é maior, para criar o que a Siemens chamou de “um campeão europeu no mercado mundial”. A oferta combinada avalia a divisão de equipamentos de energia da Alstom em mais de 13,35 bilhões de euros, segundo um executivo da Siemens. A Mitsubishi ofereceu 3,1 bilhões de euros em dinheiro por participações minoritárias nas divisões da Alstom que fabricam equipamentos para usinas de energia que usam combustível nuclear e fóssil e sistemas hidrelétricos e eólicos, além das divisões que fazem equipamentos para redes elétricas. A Alstom manteria o controle dessas divisões.

A Mitsubishi também fez uma oferta por uma fatia de 10% das ações da Alstom que hoje estão em poder do conglomerado francês Bouygues SA. A Bouygues, que detém 29,3% da Alstom, afirmou que ainda não tinha sido procurada pela Mitsubishi e que pretende continuar sendo um acionista da companhia. O conselho de administração da Alstom, incluindo o diretorpresidente, Patrick Kron, vai rever a oferta nos “próximos dias”, afirmou a Alstom num comunicado. Ontem, os diretores-presidentes da Siemens e da Mitsubishi se reuniram com Kron e um grupo de membros do conselho em Paris para apresentar a proposta. “O conselho foi bastante exigente. Fizeram um monte de perguntas”, diz o executivo da Siemens. Kron – um executivo combativo que há muito vê a Siemens como um adversário – encheu os colegas alemães e japoneses com perguntas “vivazes”, diz a fonte. Kron declinou comentar sobre a reunião.

A batalha pela divisão da Alstom vem provocando polêmica na França. Quando a Alstom revelou, em abril, que estava fechando a venda da maior parte da empresa para a americana GE, o governo francês reagiu com irritação, temendo perder um ícone industrial do país num momento em que a economia francesa enfrenta problemas graves. O governo da França pediu à Siemens para intervir e lançar uma contraoferta, mas a empresa alemã levou várias semanas para preparar uma. Agora, com uma oferta conjunta formal da Siemens e da Mitsubishi em mãos, o governo pode continuar intercedendo em favor delas. O presidente da França, Fraçois Hollande, deve se reunir hoje com Joe Kaeser, diretor-presidente da Siemens, e Shunichi Miyanaga, líder da Mitsubishi Heavy Industries, para discutir a oferta. Ontem, o gabinete de Hollande não quis comentar sobre as minúcias da oferta da Siemens e da Mitsubishi, reiterando que “não tem preferência” por um candidato.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

O governo, afirma o gabinete, continua comprometido com a preservação dos empregos na França e da tecnologia própria que considera estratégica. A oferta das duas empresas foi concebida para aliviar os temores da França quanto à perda de empregos e tecnologia para uma poderosa rival americana. A oferta ressalta que uma aliança entre a Mitsubishi e a Alstom criaria 1.000 empregos na França. Além disso, a ação da Alstom continuaria sendo negociada na bolsa francesa e ela manteria o controle sobre a maior parte do negócio. “A Alstom permaneceria um participante independente [nos setores] de energia e transporte, com uma marca forte”, diz Kaeser. “Nossa oferta é mais atraente financeiramente e em termos do seu impacto na política industrial” que a da GE. A Siemens afirmou que sua oferta com a Mitsubishi vale cerca de 1 bilhão de euros a mais que a proposta da GE, mas ainda não está inteiramente claro como a empresa alemã chegou a essa conclusão. Uma pessoa a par do assunto diz que a diferença é que, pela oferta conjunta, os ativos da Alstom permanecem em poder dos acionistas da empresa francesa.

A GE os compraria de forma definitiva e os integraria ao seu conglomerado. Embora a oferta da Siemens e da Mitsubishi tente aliviar os temores franceses, não está claro se ela chega a resolver as preocupações do governo da França e dos sindicatos do país. Alguns líderes sindicais dizem que, na prática, a proposta desmembra a Alstom em unidades diferentes controladas por donos diferentes. “Somos contra desmembrar a Alstom e o que vemos aqui é exatamente um desmembramento”, diz Miguel Torvisco, representante do sindicato CGT.

O executivo da Siemens a par do assunto negou que a oferta abra caminho para um desmembramento da Alstom e insistiu que a empresa francesa permaneceria intacta. Pelo acordo proposto, algumas das operações da Alstom poderiam ser formatadas em subsidiárias controladas pela empresa francesa, diz um executivo da Mitsubishi. A Mitsubishi planeja adquirir uma fatia de 40% da unidade nuclear e de turbinas a vapor para atenuar as preocupações do governo sobre o uso futuro desse tipo de tecnologia, considerada estratégica, deixando a unidade sob o controle francês. Os gestores da Alstom já manifestaram o seu apoio à oferta da GE e têm evitado o cortejo de Kaeser, que tem uma relação fria com o diretor-presidente da Alstom, dizem pessoas que conhecem bem as empresas. A Alstom não quis comentar imediatamente sobre a proposta da Siemens e da Mitsubishi. Ela tem até segunda-feira para aceitar ou recusar formalmente a oferta da GE, a menos que a empresa americana amplie sua proposta.

O ministro da Fazenda francês, Arnaud Montebourg, tem dito que a oferta da GE é inaceitável e ameaça a soberania econômica da França. Além de equipamentos para o setor de energia, a Alstom fabrica trens de alta velocidade. A GE, no entanto, continua discutindo sua proposta em encontros com autoridades francesas. A companhia deslocou para Paris alguns dos seus principais executivos e planeja dar continuidade às conversas com essas autoridades nos próximos dias. Desde que apresentou pela primeira vez sua oferta, a GE acrescentou a garantia de criar 1.000 vagas e ofereceu desenvolver parcerias que possibilitariam investimentos franceses em alguns dos negócios de energia da Alstom. A GE também discute a criação de uma unidade que preservaria o controle francês na divisão da Alstom de turbinas a vapor para usinas nucleares, uma das grandes preocupações de Montebourg.

 

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*