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SP e Rio aceleram arranjo

Separados por cerca de 430 quilômetros, Rio e São Paulo ainda não formam um arranjo populacional, mas, de acordo com os pesquisadores do IBGE, essa tendência está em andamento e pode ocorrer naturalmente ou ser acelerada com projetos voltados para a área, como é o caso do trem-bala, adiado pelo governo federal.

Cerca de 13,4 mil pessoas se deslocaram para trabalhar ou estudar entre as maiores capitais do país. Em números absolutos, o recorde nacional de deslocamentos entre dois municípios é mais de dez vezes maior do que o que ocorre no eixo Rio-São Paulo. Trata-se da ligação entre São Paulo e Guarulhos, que registrou movimento de 146,3 mil pessoas. Logo atrás vieram os municípios fluminenses de Niterói e São Gonçalo, com 120,3 mil pessoas que realizaram o movimento pendular de sair e voltar para casa para trabalhar ou estudar na cidade vizinha.

Pelo estudo do IBGE é possível saber que, embora o movimento para trabalhar seja sempre majoritário, Belford Roxo e Nova Iguaçu, também no Estado do Rio, se destacam por terem 36% dos deslocamentos voltados para o estudo.

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Pesquisadora do instituto, Mônica O’Neill não arrisca dizer que se trata de uma especialização, mas seis dos sete maiores fluxos para estudar, em termos percentuais e em arranjos com mais de 2,5 milhões de habitantes, foram realizados entre municípios do Rio.
Mônica, no entanto, é mais afirmativa ao dizer que se “percebe uma revitalização econômica do Rio de Janeiro” pelo fato de que três arranjos do Estado – Campos dos Goytacazes, Macaé-Rio das Ostras e Resende – constam entre os dez maiores PIBs entre as concentrações urbanas de médio porte.

Já o arranjo de Campinas mostra sua força quando comparado ao de Salvador. Tem quase o mesmo número de empresas (66.281 contra 68.925), embora a população seja de 54% do total em torno da capital baiana.

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