Além da malha da Rumo, ex-ALL, as demais empresas que
administram ferrovias em todo o Brasil também já entraram com pedidos para
renovação das concessões na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
As concessões da MRS e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) vencem em 2026. No ano
seguinte, acabam os contratos da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de
Ferro Vitória Minas (EFVM), administradas pela Vale.
No mercado, a renovação das concessões é vista como a saída
mais natural. Mas é preciso fazer o processo de uma forma transparente e sem
atropelos. “No caso das ferrovias, o primeiro contrato de concessão foi feito
com uma série de falhas, que permitiu o sucateamento da malha nacional. Agora o
governo tem a chance de melhorar esses contratos”, afirma uma fonte em
Brasília.
O problema está no caso da recuperação de trechos
sucateados, que custa muito caro. Pela lei, se não tiverem interesse em
investir nessa malha, as empresas teriam de indenizar o governo, 0 que também
custaria caro. “Mas se não resolverem isso agora, não resolvem nunca mais”, diz
um especialista no setor que prefere não se identificar.
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Outros. No setor
portuário, a renovação das concessões tem sido uma forma de aumentar o volume
de investimentos no setor. Em seis renovações autorizadas pela Secretaria de
Portos, o volume de investimento atrelado ao contrato de renovação soma mais de
R$ 5,3 bilhões.
Como nas ferrovias, o setor rodoviário também está em
compasso de espera. A Nova Dutra, hoje administrada pelo grupo CCR, aguarda uma
definição do governo federal para investir cerca de R$ 4 bilhões na expansão da
rodovia.
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