Chuva na Argentina. As chuvas na Argentina, que há pouco tempo causavam preocupação por atrasar o plantio, estão longe de dar uma trégua ao país, o que impulsiona as cotações da soja na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,4625 o bushel na última sexta-feira, alta de 6 centavos. Além do clima na Argentina, a redução nas estimativas de produção e estoques nos EUA apontada pelo Departamento de Agricultura do país na última quinta-feira deram fôlego adicional às cotações. Segundo o órgão, os EUA devem colher 117,21 milhões de toneladas de em 2016/17, abaixo das 118,69 milhões de toneladas estimadas em dezembro. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 76,21 a saca de 60 quilos, alta de 1,76%.
Oferta brasileira. O avanço da produção brasileira de açúcar no Centro-Sul do país pressionou os contratos futuros do commodity na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 20,35 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 17 pontos. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a região produziu 35,077 milhões de toneladas de açúcar no acumulado da safra 2016/17, superando as estimativas iniciais e com um volume 16% acima do observado na temporada passada. O real e o petróleo em queda também ajudaram a pressionar as cotações no último pregão da semana passada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 88,76 a saca de 50 quilos, com queda de 0,39%.
Pressão cambial. O dólar zerou, na última sexta-feira, as perdas registradas ante o real ao longo da semana passada, pressionando os contratos do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,8035 a libra-peso, com queda de 125 pontos. A moeda americana mais forte tende a incentivar as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país deve colher 446 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja na safra 2016/17 – avanço de 37% em relação ao volume colhido em 2015/16. No mercado interno, o preço médio pago pela indústria ao produtor pela caixa de 40,8 quilos de laranja no Estado de São Paulo ficou estável em R$ 26, segundo levantamento do Cepea.
Pregão instável. Os contratos futuros do algodão registraram leve queda na bolsa de Nova York na última sexta-feira, refletindo as previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de uma menor demanda e aumento dos estoques na safra 2016/17. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 72,76 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos. Segundo o USDA, os estoques da pluma nos EUA ao fim da atual temporada (2016/17) somarão 1,08 milhão de toneladas, o maior volume desde a safra 2008/09. No mundo, o órgão estima que atingirão 19,73 milhões de toneladas, 1,68% acima do indicado em dezembro. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 85,06 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.
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