33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Custo de capital maior vai corrigir distorção

Os especialistas consideram inevitável o aumento do custo de capital de terceiros das grandes empresas brasileiras por conta da nova política do BNDES, mas entendem que será a correção de uma distorção que não poderia existir indefinidamente.


O professor Alexandre Assaf Neto estima em cerca de 2 pontos percentuais esse aumento de custo, o que exigirá que as empresas busquem alternativas de mercado. Mas afirma que o BNDES tinha que “diminuir a doação que vinha fazendo com o dinheiro público”, ao emprestar dinheiro cobrando menos que o custo de captação.


Na avaliação do presidente do Ibef-SP, José Claudio Securato, as empresas com uma matriz de risco mais bem organizada, sabiam que isso era uma distorção. “Elas já tinham mapeado que estavam com um custo subsidiado e que isso poderia terminar em algum momento”, afirma.


Para Securato, com a redução do acesso de grandes empresas locais ao crédito subsidiado do BNDES, principalmente o mercado de dívida, e não tanto o de ações, deve dar “um salto considerável”.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Na visão dele, o BNDES acerta ao tirar regalias de empresas e setores que não precisam de incentivos – por terem acesso a fontes alternativas de recursos no mercado -, ao mesmo tempo em que prioriza a liberação de crédito subsidiado a pequenas e médias empresas, que são as que mais geram empregos no país.


Securato ressalta que mesmo que a TJLP tivesse um custo mais próximo ao da Selic, como vem se discutindo dentro do governo, ela já seria uma taxa muito menor do que empresas de menor porte conseguem nos bancos.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*