Pelos contratos, a produtora de celulose de eucalipto não poderia ultrapassar índice de alavancagem financeira de 4 vezes, medido pela relação entre dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ao fim do ano passado. Mas a alavancagem chegou a 4,9 vezes em dezembro e esse teto foi rompido.
A Eldorado atribuiu esse estouro a “alguns fatores fora” seu controle, em especial a forte desvalorização dos preços da celulose no ao passado e a variação cambial.
Dentre os contratos renegociados estão financiamentos celebrados com agências de crédito à exportação (ECAs), debêntures da 2ª emissão que foram integralmente subscritas pelo FI-FGTS (fundo de investimento do FGTS), cartas de fiança bancária do Banco do Brasil e do Santander dadas em garantia a um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) e um contrato de abertura de crédito celebrado com o BB na França.
Todas as repactuações foram encerradas em 2017 – a mais recente delas, com a Caixa Econômica Federal (CEF), se estendeu até 30 de março. Segundo uma fonte, com o FI-FGTS, foram reforçadas as garantias com ativos reais e recebíveis, além de uma garantia já existente da controladora J&F.
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Para a KPMG, que auditou o balanço financeiro de 2016, como a Eldorado não detinha o direito de postergar a liquidação desses empréstimos e financiamentos e o waiver só foi alcançado neste ano – após, portanto, o encerramento do exercício -, o valor consolidado de R$ 6,7 bilhões classificado no passivo não circulante deveria ter sido lançado no passivo circulante.
Assim, pelas regras contábeis, aponta a KPMG, o passivo circulante consolidado da Eldorado, em 31 de dezembro, deveria estar em R$ 9,07 bilhões. Procurada, a Eldorado Brasil informou que não poderia entrar em detalhes sobre os termos renegociados com as instituições financeiras.
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