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Ecorodovias estuda participar de quatro leilões de rodovias este ano

O presidente da Ecorodovias, Marcelino Seras, disse nesta terça-feira (9) que a empresa vê ao menos quatro oportunidades de leilões de rodovias ainda para este ano — dois do governo federal e dois do governo do Estado de São Paulo.


“Vamos continuar estudando e nos preparando. Vemos oportunidades para vencer”, disse Seras a analistas de mercado, durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre.


A empresa disputou os dois leilões de rodovias paulistas neste ano, mas não levou nenhum. O lote Rodovias do Centro-Oeste foi arrematado pelo Pátria, com ágio de 131% — a Ecorodovias ofertou 53,8%. E o lote Rodovias dos Calçados ficou com a Arteris, que deu lance surpreendente de 438,17% — a Ecorodovias ofertou 222,41% de ágio.


Questionado sobre a taxa de retorno para acionistas embutida nos lances, Seras disse que não comentaria. “Mas foram taxas razoáveis e boas para os nossos acionistas, conselho e investidores”, afirmou.

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Novamente instado a falar sobre o mercado futuro de leilões, o executivo disse que não vê muita competição. “O mercado hoje está mais restrito, devido às condições gerais. E vemos boas oportunidades para que a Ecorodovias seja vencedora nos próximos”.


A executiva Andrea Fernandes, da equipe de relações com investidores, disse ainda que a empresa estuda o mercado secundário de ativos.


 


Custos


 


De acordo com o presidente da Ecorodovias, o trabalho de uma consultoria focada em otimizar os custos e o capex da empresa levou a economias “de uma série de contratos entre 10% e 15% do capex a realizar”.


A empresa está em um esforço de redução de custos e de disciplina de capital. No primeiro trimestre, houve queda no custo caixa mesmo com a inflação de 4,6%.


 


Portos


 


O Decreto dos Portos, que está na iminência de ser publicado pelo governo, será favorável ao Ecoporto, o terminal de contêineres do grupo no porto de Santos (SP), disse Seras.


O decreto irá flexibilizar as regras para terminais portuários e poderá aumentar o prazo de exploração de arrendamentos firmados sob a Lei 8.630, de 1993, como é o caso do Ecoporto.


Em relação aos ativos mantidos para venda — a empresa de plataformas logísticas Elog, por exemplo —, o executivo disse que “estão no bom caminho” e que há chances de anúncio nos próximos meses.

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