A Ferroeste recebeu nesta quinta-feira (5), em Guarapuava,
as primeiras contribuições da sociedade civil para a construção de uma nova
ferrovia entre Dourados, no Mato Grosso do Sul, e o Porto de Paranaguá. Esta
foi a primeira de quatro audiências públicas para debater o tema.
“Nosso objetivo é fazer uma ferrovia que tenha origem e
carga no Centro-Oeste e Oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai”,
explicou o presidente da Ferroeste, João Vicentre Bresolin de Araujo. A segunda
consulta pública acontece nesta sexta-feira (06), na Associação Comercial e
Industrial de Cascavel (Acic).
Segundo Bresolin Araujo, atualmente apenas 20% das cargas
chegam ao Porto de Paranaguá por ferrovia e destes, apenas 1% tem origem na
região Oeste. “Cabe a nós do Governo do Estado encontrar uma alternativa”,
ressaltou ele na reunião na sede da Associação Comercial e Empresarial de
Guarapuava. Os detalhes do projeto foram apresentados pelo diretor de Produção,
Rodrigo César de Oliveira, e pelo diretor administrativo-financeiro, Carlos
Roberto Fabro.
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“Guarapuava aprova integralmente o projeto”, disse o prefeito
César Silvestri Filho.
EXPORTAÇÕES – Durante a Consulta Pública, a diretoria da
Ferroeste explicou que hoje o Porto de Paranaguá movimenta 45 milhões de
toneladas – 80% de toda demanda de importação e exportação do terminal é
transportada pelo modal rodoviário. O volume de cargas ferroviárias atualmente
corresponde a somente 9 milhões de toneladas, ou seja, 20% da produção do
terminal.
Para 2030, o volume de cargas projetado pelo Plano de
Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto paranaense será de 80 milhões de
toneladas, quase o dobro do atual. O volume ferroviário, no cenário mais
pessimista, continuará o mesmo, de 9 milhões de toneladas, reduzindo para 11% a
sua participação na produção total do porto.
As estatísticas mostram que somente a região Oeste produz 14
milhões de toneladas/ano, mas apenas 440 mil toneladas desta produção são
transportadas por ferrovia até o porto. Estima-se a produção de 21 milhões de
toneladas/ano em 2035 para a região Oeste.
Para o presidente da Ferroeste, é necessário um conjunto de
ações no sistema de transporte para que a cadeia logística funcione sem grandes
gargalos que estrangulem as importações e exportações portuárias. “O sistema
ideal para o aumento de capacidade do agronegócio é a ferrovia, uma vez que não
há margem para aumento de capacidade da BR-277, que já é duplicada, e, além
disso, a implantação de uma terceira faixa na Serra do Mar é bastante
complexa”.
Também estiveram presentes na audiência o presidente da
Acig, Rudival Kasczuk, e a deputada estadual Cristina Silvestri.
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