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Patrimônio histórico tomba 4 estações ferroviárias no interior

Quatro
estações ferroviárias que simbolizam o auge do ciclo econômico do café no
Estado de São Paulo, no século 19, foram tombadas simultaneamente pelo Conselho
de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do
Estado (Condephaat). Conforme o órgão divulgou nesta terça-feira, 20, os
tombamentos vão garantir a preservação de remanescentes da antiga Companhia
Mogiana de Estradas de Ferro, que desempenhou papel relevante nos processos
sociais, históricos e econômicos da cultura paulista.

Um dos
prédios tombados, o Palácio da Mogiana, construído entre 1891 e 1910 em
Campinas, esteve ameaçado de demolição para o alargamento de uma avenida em
1953. O edifício perdeu uma das alas, mas passou por restauração em 2014 e
voltou a ser utilizado. Campinas foi um dos principais polos da cafeicultura
paulista, e o palácio foi sede da Companhia Mogiana de 1910 a 1926. O prédio
continuou em uso pela ferrovia até 1972. Atualmente, abriga repartições
municipais.

Em São
Simão, no norte paulista, foi tombada a Estação Ferroviária de Bento Quirino,
onde o café era embarcado para seguir de trem até o Porto de Santos,
substituindo o transporte em carros de boi ou muares. O prédio, construído em
1902, abriga o Museu Municipal Ferroviário.

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Mais antiga,
a Estação Ferroviária de Águas da Prata, inaugurada em 1886, permitiu a
exploração turística das fontes de águas minerais descobertas na região. A fama
terapêutica das águas, comparadas às de Vichy, na França, atraiu visitantes e
levou à formação da cidade.

O tombamento
da Estação Ferroviária de Brodowski também considerou o valor para a cultura
local, pois o prédio e a ferrovia serviram de inspiração para o artista
plástico Candido Portinari, estando presentes em diversos quadros e croquis. O
núcleo urbano formou-se ao redor da estação. O nome da cidade homenageia o
engenheiro Alexander Brodowski, inspetor da Mogiana.

Conforme o
parecer do Condephaat, o tombamento das estações traz de volta esses
patrimônios para a esfera de valorização pública, garantindo que as futuras
intervenções assegurem a preservação desses locais para a comunidade.

O Condephaat
tombou também prédios de Câmaras, cadeias e fóruns em outras quatro cidades
paulistas. Foram tombados o antigo Fórum e Cadeia de Mogi Mirim; a Casa da
Câmara e Cadeia de Itapetininga; o prédio da antiga Câmara e Fórum de
Araraquara, atualmente abrigando o Museu Histórico Voluntários da Pátria; e o
antigo Fórum de São Pedro.

Conforme o
órgão, os tombamentos preservam edifícios que representam a materialização das
políticas de segurança pública e justiça no Estado de São Paulo até meados do
século 19.

Os quatro
edifícios mantêm o uso público até hoje. O reconhecimento desse patrimônio foi
resultado do Estudo Temático de Casas de Câmara, Cadeias e Fóruns do Estado de
São Paulo, pelo qual o conselho organizou o conhecimento sobre esse tipo de
imóvel. No mesmo contexto, já foram tombados 15 edifícios em cidades do
interior, litoral e região metropolitana de São Paulo.

 

– Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,patrimonio-historico-tomba-4-estacoes-ferroviarias-no-interior,70002235724


Fonte:

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