A receita com as exportações do agronegócio
registrou alta de 5,2% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado,
alcançando US$ 6,2 bilhões, puxada pelos embarques de farelo e óleo de soja,
milho, carne bovina e papel e celulose. Os dados foram divulgados pelo
Ministério da Agricultura, que compilou as informações da Secretaria de
Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e
Serviços (Mdic).
Esses embarques representaram uma
participação de 36% de todas as vendas externas feitas pelo Brasil no mês, uma
queda em relação aos 38,3% em igual período do ano passado.
As importações do agronegócio recuaram
1,4% para US$ 1,08 bilhão. Dessa forma, o superávit setorial foi positivo em
US$ 5,1 bilhões, 6,6% a mais que em fevereiro de 2017.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Entre os itens mais exportados, a
receita do “complexo soja” (que inclui grão, farelo e óleo de soja) registrou
queda de 2%, para US$ 1,6 bilhão. O recuo se deve em grande parte à diminuição
dos embarques de soja em grão, que totalizaram US$ 1,09 bilhão, queda de 22,1%.
As compras de soja em grão pela China, por exemplo, maior país importador do
produto brasileiro, caíram 20,7%, para US$ 816,73 milhões. Já as vendas
externas de farelo de soja dobraram, somando US$ 482 milhões, enquanto a receita
com as exportações de óleo de soja aumentou 54,7% para US$ 100 milhões.
Segundo o ministério, as exportações
de farelo de soja foram recorde em receita e volume para o mês de fevereiro.
Essas vendas já devem ser reflexo da quebra de safra de soja na Argentina,
disse a Pasta, em nota. A projeção atual de safra para o país é de 44 milhões
de toneladas nesta safra, 3,5 milhões de toneladas a menos do que na temporada
passada.
O segundo item mais exportado no mês
passado foram as carnes. A receita total com esses embarques caiu 2,1% para US$
1,1 bilhão. Apenas a receita com as vendas de carne de frango recuou 12,6% para
US$ 488,7 milhões, enquanto a receita com os embarques de carne suína tiveram
queda de 22,5% para US$ 87,2 milhões. Por outro lado, os embarques de carne
bovina renderam US$ 483,7 milhões, alta de 22,7%.
Outros produtos que figuraram entre os
mais exportados pelo agronegócio brasileiro em fevereiro foram os produtos
florestais (papel e celulose), que ocuparam a terceira posição, com US$ 1,08 bilhão,
alta de 46,3%.
No segmento de açúcar e etanol, a
receita com as exportações recuou 35%, para US$ 544 milhões, enquanto no
segmento de café, os ganhos com os embarques diminuíram 12,1%, para US$ 403
milhões. No caso do milho, a receita com os embarques mais do que dobrou,
somando US$ 200 milhões.
Principal mercado para as exportações
brasileiras do agronegócio, a China importou do agronegócio brasileiro US$ 1,3
bilhão durante fevereiro, um recuo de 5,3%. Como efeito, a participação do país
na balança do setor também diminuiu, de 24% em fevereiro de 2017 para 21,5% no
mesmo mês de 2018.
– Fonte: http://www.valor.com.br/agro/5380269/receita-com-exportacoes-do-agronegocio-cresceu-52-em-fevereiro
Leia Mais: Apesar da safra menor,
renda do campo deve bater recorde este ano
Seja o primeiro a comentar