O minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, teve alta de 1,71% ontem, fechando cotado a US$ 125,77 a tonelada. É a maior cotação desde 20 de janeiro de 2014, quando a tonelada da commodity fechou o dia valendo US$ 128,79 no mercado à vista chinês.
Na segunda-feira, os preços do minério já tinham registrado forte alta de 4,4%, para US$ 123,65 a tonelada, maior preço desde 19 de fevereiro de 2014. Na semana, em apenas dois dias, a variação acumulada já chega a 6,16%. No ano, a commodity sobe 72,93%.
A cotação refere-se ao produto com pureza de 62% de ferro, segundo a publicação especializada “Fastmarkets MB”.
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Os preços do minério de ferro têm refletido problemas de oferta por parte das grandes mineradoras mundiais. No caso da Vale, ainda é resultante do desastre da barragem de Brumadinho (MG), ocorrido em janeiro deste ano. Além dela, existem problemas no suprimento de minas australianas da Rio Tinto e BHP.
Dados do Departamento de Indústria, Inovação e Ciência da Austrália divulgados ontem apontam que o país, maior exportador mundial, reduziu sua estimativa de exportação de 867 milhões de toneladas para 814 milhões de toneladas, em torno de 6% de queda. Além de elevar em quase 20% a projeção de preço médio em 2019. Se confirmada, será a primeira queda da oferta desde 2001.
Segundo o jornal inglês “Financial Times”, os preços do aço na China subiram neste mês depois que o governo ordenou cortes de produção na cidade de Tangshan, principal polo siderúrgico do país, num esforço para diminuir a poluição.
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