Após a conclusão da aquisição do controle da Supervia, por meio da Gumi Brasil, a Mitsui procura novas oportunidades de investimentos em infraestrutura no Brasil. Segundo Kazuhisa Ota, representante do grupo japonês e novo diretor chefe executivo (CEO) da Gumi, dos cerca de US$ 100 bilhões de ativos do conglomerado no mundo, aproximadamente US$ 8 bilhões estão no Brasil.
“Sempre estamos acreditando no potencial do Brasil. E, apesar dos últimos anos em que o país sofreu uma queda da economia, o Brasil continua sendo um mercado importante para a Mitsui. Nossa empresa vai sempre estar procurando oportunidades de investimento”, disse o executivo.
Com relação ao negócio de transporte ferroviário de passageiros, existe um acordo entre a Mitsui, a West Japan Railway Company (JRW) e o Join para que todos os investimentos sejam feitos por meio da Guarana Urban Mobility (Gumi), sociedade firmada entre as três instituições.
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Além da Supervia, do qual atua por meio da subsidiária integral Gumi Brasil, a Gumi possui participação minoritária em outros três negócios no Brasil: o VLT Carioca, o projeto do VLT de Goiânia e a linha 6 do metrô de São Paulo.
A Supervia, no entanto, será o primeiro negócio em que a Gumi será a controladora. “Gostaríamos de apoiar a Supervia para melhorar a qualidade de seu serviço e aumentar a satisfação de seus usuários. Queremos demonstrar um caso de sucesso para ampliar nossa área de atuação nesse ramo de mercado aqui no país”, disse Ota.
Segundo o executivo, no setor de transporte de cargas, por exemplo, a Mitsui pode atuar por conta própria. É o caso, por exemplo, da VLI Logística, em que o grupo japonês é sócio da Vale, FI-FGTS e Brookfield.
Entre os principais negócios do grupo japonês no Brasil estão participações acionárias na mineradora Vale e em distribuidoras estaduais de gás natural.
Na área de energia, a Mitsui adquiriu neste ano participação de 17% na Órigo Energia, empresa de geração solar distribuída. Na última semana, a empresa iniciou a operação de uma fazenda solar em Francisco Sá (MG), com 19.920 placas solares e capacidade de 5 megawatts (MW).
Com a operação, a companhia totaliza agora três unidades conectadas à rede da Cemig. A expectativa da empresa é conectar mais cinco fazendas até o fim do ano.
A Mitsui também tem 20% na Energia Sustentável do Brasil, dona da hidrelétrica de Jirau.
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