Os custos de transações de comércio exterior pelo Brasil poderão aumentar 2,5% na média por causa da pandemia de covid-19, comparado à alta média global de 3,4%, segundo projeções da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Esse cálculo da OMC se baseia num cenário otimista em forma de V (rápida queda da atividade econômica, seguida de alta na mesma intensidade).
No caso brasileiro, a entidade considera que nas exportações os custos de serviços comerciais aumentarão 1,2%, transporte de equipamentos especializados 0,2% e mais controle nas fronteiras outros 1,1%, em média.
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Conforme a OMC, a alta projetada nos custos comerciais é maior para os Estados Unidos, de 4,6%, porque o país exporta muitos equipamentos especializados por carga aérea e uma parcela relativamente grande de serviços.
Esses dados foram incluídos num texto separado no qual a OMC explica a metodologia que usou para projetar retração entre 13% e 32% no comércio mundial neste ano.
Pelas projeções da OMC, as exportações da América Latina e Caribe vão afundar neste ano, por causa da covid-19. Mas se a pandemia for controlada é possível uma ligeira recuperação no ano que vem.
A OMC prevê contração do PIB de 4,3% no cenário otimista e 11% no cenário pessimista, na região.
Sob o contágio do vírus, a projeção é de declínio de 12,9% nas exportações no cenário otimista e de 31,3% no cenário pessimista. Quanto às importações, a região vai comprar entre -22,2% e -43,8%, dependendo do cenário.
No cenário otimista, a recuperação econômica será suficientemente forte para trazer o comércio de volta aos níveis de antes da pandemia. Já o cenário pessimista, a OMC só prevê uma retomada parcial da economia.
O Brasil é o 27º exportador de mercadorias, com fatia de 1,2% do total mundial. Já do lado das importações, o país é o 28º, com 1,0% do total global.
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