33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

PIB deve cair em todos os Estados brasileiros em 2020, prevê Tendências

Com a abrupta paralisação da atividade desde meados de março por conta do novo coronavírus, o Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar em todos os Estados brasileiros em 2020, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste. No Centro-Oeste a queda deve ser menos intensa, graças ao avanço do agronegócio.

Projeções da consultoria Tendências mostram que  o PIB deve recuar 4,1% neste ano na média nacional. Esse cenário está baseado na perspectiva de uma contenção bem-sucedida da pandemia nos diferentes cantos do país nos próximos meses, com normalização gradual da atividade econômica ao longo do segundo semestre.

Região mais rica do país, o PIB do Sudeste deve encolher 4,3% em 2020, afetado por setores considerados pró-cíclicos, como o automotivo e de metalurgia, além da atividade de mineração. O PIB de São Paulo deve ter um dos piores desempenhos do país no ano, com forte queda de 5,1% neste ano.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Lucas Assis, economista da Tendências, explica que, além de serviços e comércio, setores industriais sensíveis à dinâmica econômica devem mostrar retração no Estado de São Paulo. A consultoria cita paralisação de montadoras como Ford, General Motors, Honda e Volkswagen, além da interrupção de plantas industriais de máquinas e equipamentos da JCB e da John Deere.

Também no Sudeste, as economias de Minas Gerais e do Espírito Santo devem recuar 4,8% e 4,3% neste ano, respectivamente. Os fracos desempenhos são explicados, em parte, pela menor produção de minério de ferro nos Sistemas Sudeste e Sul da Vale, além da redução das operações da metalurgia, em fábricas da Gerdau, Usiminas e Arcelor, conforme estimativas da consultoria.

Apesar do grande peso da atividade de serviços na economia fluminense, a Tendências acredita que o PIB do Estado do Rio de Janeiro terá, possivelmente, uma queda relativamente amena em 2020, uma baixa de 2,3%. Por trás do resultado estaria o avanço da produção de petróleo e gás natural.

“A redução das cotações do petróleo está impactando a oferta doméstica, mas o Estado deve contar com o ‘ramp-up’ das plataformas inauguradas na Bacia de Campos, incluindo a P-68, e a entrada em operação de duas novas plataformas neste ano”, diz Assis, admitindo, porém, que o desempenho do PIB no Estado do Rio tem viés de revisão para baixo.

No relatório assinado pelos economistas Camila Saito e Lucas Assis, a consultoria lembra que todas as unidades da federação decretaram estado de calamidade pública, adotando medidas semelhantes de isolamento social. Em geral, serviços de saúde, supermercados, farmácias e postos de combustíveis ficaram abertos.

Na área industrial, as medidas de restrições adotadas foram diferentes entre os Estados. A maioria não limitou a atuação das fábricas, enquanto Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina e Sergipe limitaram o pleno funcionamento. Ceará e Goiás paralisaram os segmentos industriais considerados de “necessidades não imediatas”.

“Apesar de a maioria dos Estados não ter uma restrição oficial, por parte do governo estadual, diversas fábricas decidiram espontaneamente interromper sua produção parcial ou integralmente, especialmente nos setores de veículos, máquinas e equipamentos, metalurgia, bebidas e vestuário”, acrescenta Assis.

Nordeste

O Nordeste deve ter o maior recuo do país, com queda de 4,6% do PIB em 2020. A consultoria lembra que a região é dependente do investimento público e da transferência de renda governamental, além de ser impactada pela produção industrial nos setores de transporte e de metalurgia.

Principais economias nordestinas, Bahia e Pernambuco serão destaques negativos no período, com quedas do PIB de 4,8% e 4,7%, respectivamente. Os Estados tiveram paralisação no segmento de transporte, como na fábrica da Ford na Bahia e da Fiat em Pernambuco, por exemplo.

“A região tem elevado grau de informalidade no emprego e seus Estados devem sofrer fortemente os efeitos das paralisações no comércio e serviços, que ocupam mão de obra de menor qualificação. Por outro lado, a região deve ser a principal beneficiada pelo auxílio emergencial do governo”, explica Assis.

Nas demais regiões do país, a queda do PIB deve ser menos intensa do que o previsto para a média nacional – Norte (-3,8%), Sul (-3,7%) e Centro-Oeste (-3,1%). Neste último caso, a consultoria espera que o crescimento do PIB agropecuário (+5%) compense uma parcela das perdas da paralisação parcial de cadeias produtivas e da demanda das famílias.

No Sul, a economia do Rio Grande do Sul (-4,8%) deve ser a mais impactada. Além da quebra da safra de soja local, principal produto agropecuário do Estado, montadoras reduziram o ritmo de produção, como a General Motors e a Marcopolo. Santa Catarina (-3,1%) e Paraná (-2,5%), devem ser, por outro lado, positivamente ajudadas pela indústria de frango.

Fonte: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/04/23/pib-deve-cair-em-todos-os-estados-brasileiros-em-2020-prev-tendncias.ghtml

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*