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Capa – Rumo vai devolver a Malha Oeste

Desafio do governo será tornar a ferrovia atrativa para uma nova licitação

Primeira ferrovia a ser concessionada no processo de desestatização da RFFSA, em 1996, a Malha Oeste tornou-se também a primeira (e única até o momento) a ter um pedido de devolução feito por uma concessionária à União. Em julho, a Rumo protocolou junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido de relicitação da malha de 1.973 km em bitola métrica, que vai de Mairinque (SP) a Corumbá (MS), incluindo o ramal Ponta Porã-Campo Grande, de 304 km.

Caso a devolução seja aprovada pelos órgãos competentes (ANTT e Ministério da Infraestrutura), a antiga SR- 10 da RFFSA deverá ser posta em leilão novamente. Os desafios são muitos e perduram desde o início da concessão. Perdida no tempo e sem uma vocação, a ferrovia, sob gestão privada, não engrenou volumes em TU (toneladas úteis) e em TKU (toneladas por quilômetro útil) suficientes para bancar um plano consistente de revitalização/ modernização da via, cobrir seus custos fixos e gerar receita.

Atualmente, a Rumo opera a Malha Oeste por meio de três contratos. Um deles com a Suzano, para o transporte de celulose de Três Lagoas (MS) até o porto de Santos (SP); outro com a Vale, para a movimentação de minério num trecho de 70 km desde a mina em Corumbá até Porto Esperança (para embarque da commodity em barcaças pelo Rio Paraguai com destino à Argentina), e, por fim, com a Arcelor Mittal, para o transporte de aço entre Bauru e Corumbá, onde a Malha Oeste faz conexão com a Empresa Ferroviária Oriental da Bolívia, alcançando a cidade de Santa Cruz de La Sierra.

Vagões de celulose ao fundo, vindos de Três Lagoas (MS) com
destino a Santos

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