G1 – O projeto de um trem que levita e praticamente voa dentro de um túnel a vácuo está recebendo fortes investimentos na Europa e pode cortar o tempo de viagem em um quarto. O Fantástico visitou uma das empresas que desenvolve o Hyperloop.
A ideia do novo transporte é poder reservar um assento no celular, chegar à estação na hora do embarque, em uma cabine de até 60 lugares e reduzir o tempo de viagem para até um quarto do que seria de trem.
“A primeira rota para testes vai ser curta, entre um e três quilômetros, só pra mostrar que o hyperloop funciona, e que você vai chegar vivo e inteiro ao seu destino”, diz Mars Geuze, fundador da Hardt Hyperloop.
A promessa é de empresa holandesa. Há oito anos, os seus fundadores começaram essa viagem em uma competição para desenvolver esse trem de levitação magnética.
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Trens com essa tecnologia já existem pelo mundo. Na China, no Japão e até no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas são experiências em trajetos curtos: na China, por exemplo, vai do Centro de Xangai até o aeroporto. A diferença agora é que o Hyperloop vai andar dentro de um túnel despressurizado.
Energia e atrito
Em um trem de alta velocidade, o atrito das rodas com o trilho e a resistência do ar consomem boa parte da energia necessária para ele se deslocar.
Nos trens que levitam por magnetismo, não existe atrito das rodas com o trilho. Para se deslocar, ele consome bem menos energia.
A vantagem do Hyperloop seria que ele não só levita e, portanto, não perde energia no atrito com o trilho, como ele se move dentro de um túnel de baixa pressão. A resistência do ar é muito pequena e por isso, ele é muito rápido e muito econômico.
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