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Desalavancagem, via venda de ativos, é uma das prioridades da CSN

Valor Econômico – A diretoria da CSN afirmou, em teleconferência de resultados nesta sexta-feira (1º), que medidas para reduzir a alavancagem da companhia ainda no curto prazo são uma de suas prioridades, ao lado da melhoria operacional.

O principal veículo para isso é a negociação da CSN Infraestrutura, para a qual a empresa está na fase de contratação de bancos para serem seus “advisors”. A expectativa é que ter uma definição até o fim do ano.

Como explicou o diretor-presidente, Benjamin Steinbruch, são sete ativos, sendo que dois ainda estão em construção — um deles é a Transnordestina, ferrovia com mais de mil quilômetros de extensão, prevista para ser entregue em 2027. A empresa divide esses ativos em dois blocos, um de ativos do Sudeste e outro do Nordeste, e avalia que pode ter uma injeção de liquidez de R$ 8 bilhões com cada bloco.

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“O que está em discussão agora é se vamos dar tratamento simultâneo ou se vamos priorizar primeiro o Sudeste”, disse.

Ele lembrou, no entanto, que essa venda depende da “janela de mercado”, mas reforçou que há interesse claro pelos ativos. “Estamos fazendo algumas conversas em paralelo.”

A empresa tem como projeção terminar o ano com alavancagem de 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, e Marco Rabello, diretor de relações com investidores, afirmou que a expectativa é conseguir manter esse patamar em 2026, ao mesmo tempo que investimentos são realizados.

A CSN terminou o segundo trimestre com alavancagem de 3,33%, ante 3,24% no primeiro período deste ano.

Há ainda outras fontes de desalavancagem, afirmaram os diretores, como melhora operacional nas áreas de siderurgia, cimento e mineração.

A CSN também anunciou, nesta quinta-feira, a venda de quase metade de sua participação na Usiminas, para um veículo da família Batista, por R$ 263,3 milhões. Essa venda foi realizada para cumprir uma determinação do Cade. A empresa ainda tem que vender mais ações. “É um passo importante no nosso cumprimento do acordo”, disse Rabelo.

Os diretores da companhia não quiseram dar um prazo para se desfazer do restante das ações. “Nem sempre achamos um investidor”, afirmou o diretor de relações com investidores.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/08/01/desalavancagem-via-venda-de-ativos-e-uma-das-prioridades-da-csn.ghtml

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