Tribuna Online (ES) – O secretário-executivo do Ministério dos Transportes George Santoro, admitiu a possibilidade de o leilão da ferrovia EF-118 — planejada para ligar Espírito Santo e Rio — ficar para março de 2026.
Há mais de 1 ano, o governo federal vem adiando o lançamento de um Plano Nacional de Ferrovias, com o qual pretende viabilizar investimentos estimados em R$ 138,6 bilhões em 15 ativos ferroviários e 19 mil km de trilhos.
Uma das propostas é a estruturação de um modelo financeiro denominado “concessão com aportes”, que prevê que o governo federal entre com parte dos recursos para o Capex (investimento em capital) das obras, ou seja, com parte da construção da infraestrutura necessária, sendo que um parceiro privado deverá fazer a contrapartida financeira da obra e depois arcar com custos operacionais.
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“É uma forma que estudamos para amenizar o investimento inicial e atrair investidores”, disse Santoro, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
Segundo ele, os recursos públicos para os projetos devem vir de três fontes: verbas orçamentárias, de valores obtidos com a repactuação de contratos antigos de ferrovias e também de imóveis da União, que seriam monetizados por meio de fundos de investimentos imobiliários.
O primeiro projeto previsto neste formato é a construção greenfield — ou seja, do zero — da EF-118, que terá conexão com a Estrada de Ferro Vitória a Minas.
O trecho inicial, de 170 quilômetros entre Anchieta e São João da Barra (RJ), prevê investimentos de R$ 4,6 bilhões.
A meta do governo é realizar o leilão em dezembro, mas Santoro já admite a possibilidade de que o leilão ocorra em março de 2026.
Um segundo trecho, ainda sem data de leilão prevista, terá 235 quilômetros e chegará a Nova Iguaçu (RJ). Minério de ferro, açúcar e café são as principais cargas previstas.
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