Bahia Notícias – Seis meses após autorizar um pacote de obras para a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou uma nova decisão que modifica parte do escopo dos trabalhos no trecho que atravessa quatro municípios baianos. A principal mudança, formalizada em agosto e publicada nesta semana, é a inclusão de um segmento ferroviário de 16,687 quilômetros que não constava no planejamento original.
A revisão do projeto foi estabelecida pela decisão Sufer nº 168, que alterou especificamente o artigo 2º da autorização anterior (nº 37), emitida em fevereiro. Este artigo detalhava as chamadas “Obras Complementares” a serem executadas pela subconcessionária Bahia Ferrovias S.A. no Lote 2F, entre Ilhéus e Caetité. O lote compreende os municípios de Manoel Vitorino, Jequié, Itagi e Aiquara.
Além de adicionar o novo trecho ferroviário, a decisão de agosto revisou a localização de dezenas de intervenções menores, como passagens veiculares, passagens em nível, ligações de estradas vicinais e uma passagem de gado, atribuindo a elas novos marcos quilométricos. Estruturas maiores que já estavam previstas, como uma ponte sobre o Rio das Pedras e dois viadutos ferroviários, foram mantidas no projeto, apenas reorganizadas no novo texto.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
O planejamento inicial de fevereiro previa, para as obras complementares, apenas a lista dessas estruturas menores e das três maiores, sem mencionar o segmento de quase 17 quilômetros agora adicionado.
O pacote maior de trabalhos inclui serviços de infraestrutura geral, superestrutura, construção de pátios de cruzamento, remanejamento de linhas de transmissão e a construção de seis pontes e um viaduto sobre a BR-116.
VÁ ALÉM DA MANCHETE
O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.
A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.
Por isso que as empresas e a iniciativa privada ficam com medo de investir e, quando o fazem, buscam se cercar de todos os cuidados…as diretrizes governamentais mudam ao bel prazo de interesses políticos e outras coisas mais…O traçado (geometria) da FIOL já foi alterado pelo menos umas cinco vezes desde que foi elaborado em 2011. Lamentável.