Folha de S. Paulo – A mineradora Vale é a única empresa brasileira e da América Latina a participar de uma coalizão internacional que tenta criar padrões de contabilidade de carbono mais precisos e promover soluções de mercado para reduzir emissões de gases do efeito estufa.
O projeto também busca compensar companhias que invistam em uma produção com menor emissão de carbono.
Denominada Carbon Measures e lançada nesta segunda (20), a iniciativa conta ainda com a participação de outras 19 empresas, como ExxonMobil, Santander, Air Liquide e Nucor.
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Um dos objetivos do grupo será criar padrões de intensidade de carbono para produtos industriais essenciais e que, em conjunto, são os maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, como eletricidade, combustíveis e aço.
Em setembro, uma pesquisa divulgada pela revista científica Nature colocou a Vale na lista de empresas que teriam responsabilidade por ondas de calor extremas.
Na ocasião, a mineradora afirmou “reconhecer a relevância de estudos como esse” e que desinvestiu da produção de carvão citada no texto em 2022. A companhia afirmou ainda que atingiu 27% de redução de emissões de escopo 1 e 2 em 2024 em relação ao ano-base de 2017.
Desde 2020, a Vale investiu R$ 7,4 bilhões em iniciativas de descarbonização (R$ 1,38 bilhão apenas em 2024). As metas incluem reduzir em 33% emissões de escopos 1 e 2 até 2030, zerar emissões líquidas até 2050 e reduzir em 15% emissões de escopo 3 até 2035.
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