Estadão – A concessionária responsável pela Linha 6-Laranja de metrô obteve licença ambiental de instalação para a expansão no entorno de distritos da zona norte, central e leste da cidade de São Paulo, como Aclimação, Pirituba e Mooca. O aval da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) tem validade de seis anos.
A autorização se refere aos estudos para a implantação dos chamados “eixos noroeste e sudeste” da linha. A decisão foi veiculada no Diário Oficial desta quarta-feira, 19.
A Linha 6 ainda não está em funcionamento e tem inauguração prevista para 2026. A nova licença se refere a um acréscimo em relação ao trajeto original (leia mais abaixo).
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Os estudos de viabilidade e vantajosidade da expansão foram incluídos no contrato do Governo do Estado com o consórcio responsável pela construção da linha em julho. O aditivo também estabelece regras para a “liberação de imóveis públicos e privados necessários à implantação” da mesma expansão, dentre outros procedimentos.
A concessão é da Linha Uni, liderada pela Acciona, que será responsável também pela operação. A multinacional espanhola está, ainda, envolvida com a Linha 16-Violeta, pela qual recentemente entregou os estudos que irão embasar a licitação — cujo contrato deve ser assinado no ano que vem e englobaria áreas movimentadas da cidade, como o Parque do Ibirapuera, Moema, Anália Franco e Jardins.
Expansão
Proposta adiciona 7 km de extensão a linha em obras
O que está previsto na expansão?
O aditivo acrescenta sete quilômetros à extensão da linha, distribuídos nas duas “pontas”, nas direções norte e leste. As seis novas estações previstas são:
- Velha Campinas (distrito Pirituba – zona norte);
- Morro Grande (divisa dos distritos Pirituba, Brasilândia e Freguesia do Ó – zona norte);
- Aclimação (distrito Liberdade – centro expandido);
- Cambuci (distrito Cambuci – centro expandido);
- Vila Monumento (distrito Cambuci – centro expandido);
- São Carlos (divisa dos distritos Ipiranga e Mooca – zona leste).
Com a expansão, a Linha 6-Laranja passaria a ter conexão direta também com a Linha 10-Turquesa, da CPTM. Além disso, as estações São Carlos e Aclimação estão igualmente nos estudos da Linha 16-Violeta, desenvolvidos pela Acciona.
No sentido leste, a obra de expansão deve utilizar tuneladora (o “tatuzão”). Já as duas estações na zona norte têm previsão de implantação com método de escavação sem maquinário desse porte (por causa do solo rochoso).
Em relação ao trajeto original, a previsão é que a linha seja inaugurada parcialmente no 2º semestre de 2026. Esse início envolverá o trecho entre Brasilândia, na zona norte, e Perdizes, na oeste.
A estimativa é que operação integral comece em 2027, com a circulação de Brasilândia até São Joaquim, no centro expandido. Desse modo, a linha chegará a 15,3 quilômetros de extensão. A previsão é que 633 mil passageiros sejam atendidos diariamente (o que não inclui a possível expansão).
O que mais está sendo feito para a extensão?
Os estudos para a expansão abrangem análises de demanda, viabilidade técnica e integração com outros modos de transporte. Esse momento abrange, ainda, atividades de campo na “área de influência”, como vistoria cautelar de imóveis e estruturas, cadastro de árvores, avaliação de impacto a bens tombados e mapeamento socioeconômico.
Os locais de possível desapropriação para essa fase ainda estão em definição. Desse modo, ainda não ocorreu publicação de Declaração de Utilidade Pública (DUP).
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