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Minas Gerais pode se tornar o maior corredor logístico do país

Valor Econômico – Os projetos e investimentos em infraestrutura estão colocando em evidência o potencial logístico de Minas Gerais. Segundo avaliações de executivos do setor durante evento realizado em novembro em Belo Horizonte como parte da série de debates Logística no Brasil, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A. e Ministério dos Transportes. O Plano Nacional de Logística 2050, elaborado pelo governo federal, deve olhar para o Estado de Minas Gerais, importante corredor de insumos não apenas da Região Sudeste, mas do escoamento brasileiro, afirmaram.

“Minas Gerais é um hub, pois 15% de toda a carga do país passa por aqui”, disse Adalcir Ribeiro, diretor-adjunto da Federação de Transportes e Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais (FETCEMG). Minas Gerais faz divisa com seis Estados e com o Distrito Federal. Esse posicionamento coloca o Estado em um momento decisivo, “onde se isola ou se integra à logística nacional”, segundo o professor Paulo Rezende, da Fundação Dom Cabral.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, observou que o Estado ficou relegado em investimentos de infraestrutura “nos últimos talvez 40 anos”. “Nossa infraestrutura está em colapso. A alocação do investimento público deve ser feita pela análise de impacto benéfico para a sociedade, e onde ele vai ser mais benéfico para a sociedade, não por decisão política”, defendeu.

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O secretário de Estado de Infraestrutura mineiro, Pedro Bruno, por sua vez, afirmou que o Estado é “o epicentro do investimento em infraestrutura do Brasil nos próximos anos”. Os próximos leilões estaduais preveem a concessão do lote noroeste de Minas (chamada de Nova Fronteira Agrícola) e o projeto da ponte Cássia-Delfinópolis, que deve resolver o isolamento de ambos os municípios e o deslocamento de insumos por meio de balsas. “A infraestrutura tem efeito multiplicador na economia”, disse.

Os 488 empreendimentos de infraestrutura nos planos do governo de Minas Gerais têm a capacidade de gerar R$ 500 bilhões, tanto a nível federal quanto estadual, segundo Gabriel Fajardo, diretor de Concessões do Estado. “[Desse montante], R$ 107 bilhões são estaduais e R$ 47 bilhões já estão contratados. É importante ter esse diagnóstico porque precisamos hierarquizar essas prioridades para estabelecer políticas públicas”, afirmou.

“Minas Gerais deve ser o Estado logístico do Brasil e deve ter a primeira concessão de um corredor logístico setorial multimodal”, disse Rezende. Ele elencou, ainda, dois grandes gargalos não apenas em Minas, mas em todo o país: déficit de silos para armazenamento da produção, além da necessidade de se trabalhar na complementariedade logística dos modais, sem competi-los entre si.

Ana Paula de Souza, coordenadora do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (SETCEMG), citou que a integração entre modais só será resolvida quando se entender que um é complementar ao outro. “Eles [os diferentes modais] não têm que ser concorrentes; um tem que integrar o outro para que a eficiência seja melhorada em todos os modais rodoviários”, avaliou.

“A discussão da logística no Sudeste é o futuro da competitividade nacional. O planejamento deve ser um plano de Estado, não um plano de governo, garantindo que ele seja perene, que perpasse os governos”, apontou Jorge Bastos, presidente da Infra S.A., empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes. “A região Sudeste é o pulmão do Brasil. É onde temos as melhores cadeias produtivas”, continuou, ressaltando que o leilão de concessão da rodovia Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, vai ocorrer em dezembro.

Fonte: https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/infraestrutura-logistica-sudeste/noticia/2025/12/05/minas-gerais-pode-se-tornar-o-maior-corredor-logistico-do-pais.ghtml

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1 Comentário

  1. Nunca participei de um evento tão inútil quanto este “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A. e Ministério dos Transportes, tendo como mote, um tal de “Plano Nacional de Logística 2050” que ninguém sabe o que é. Apenas rasgação de seda entre os burocratas presentes, falação do óbvio e tempo perdido. Salvou apenas o coffee break antes de começar.

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