Correio do Estado – Brasil e China assinaram um acordo para iniciar estudos sobre um corredor ferroviário com ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico. O memorando foi firmado no Ministério dos Transportes, em Brasília, e prevê análises conjuntas para conectar linhas férreas brasileiras ao porto de Chancay, no Peru, inaugurado recentemente e considerado estratégico.
O projeto integra a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste e a Ferrovia Norte-Sul. A Fiol liga Ilhéus, na Bahia, a Mara Rosa, em Goiás. A Fico conecta Mara Rosa a Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, ponto que também se articula com a Norte-Sul.
Traçado previsto da ferrovia bioceânica
A partir de Lucas do Rio Verde, começará a Ferrovia Bioceânica. O traçado seguirá pela fronteira do Mato Grosso com a Bolívia, atravessará Rondônia e o sul do Acre e entrará no Peru, chegando ao porto de Chancay, distante cerca de 70 quilômetros da capital Lima.
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Os estudos serão realizados pela Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, e pela China Railway Economic and Planning Research Institute. A análise considerará a integração multimodal, unificando linhas férreas, rodovias, hidrovias, portos e aeroportos, além de projetos já existentes no Brasil e países vizinhos.
A ferrovia integra o projeto Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Lançada em 2023, a iniciativa prioriza obras do Programa de Aceleração do Crescimento para melhorar a conexão logística em regiões de fronteira com países da América do Sul.
O acordo faz parte dos eixos estratégicos firmados entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping em 2024. A assinatura ocorreu durante a Reunião de Líderes do Brics, que reforçou o compromisso com infraestrutura de transportes, desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental no contexto internacional atual.
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