O Globo – O descarrilamento do trem Iryo 6189, que matou 45 pessoas na Espanha no último domingo aconteceu em um trecho da ferrovia fabricado em 1989 e que não passou por reformas desde então, segundo o jornal espanhol El Mundo.
O acidente aconteceu em um ponto da ferrovia onde ocorre a transição nos trilhos entre uma parte mais moderna e outra mais antiga. Segudo o jornal, a hipótese mais provável é que tenha ocorrida uma quebra do trilho no ponto de junção entre seções de aço fabricadas com décadas de diferença. A Adif, empresa pública que gere a ferrovia, a estrutura passou por todos os controles de qualidade.
Ainda de acordo com o jornal, o trecho não teria sido contemplado por reformas recentes da rede ferroviaria.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Após o descarrilamento, o veículo colidiu com outro trem, que vinha na direção oposta. Ambos os trens, que transportavam um total de 480 pessoas, trafegavam a uma velocidade superior a 200 km/h, dentro do permitido para esse trecho, e foi descartado erro humano por parte dos maquinistas.
Nesta sexta-feira, um relatório revelou que a comissão de investigação acredita que existe a possibilidade de que um trilho apresentasse uma fratura na altura de uma solda. A hipótese decorre do fato de que as rodas de vários trens de alta velocidade que passaram pela estação de Adamuz pouco antes do descarrilamento inicial que desencadeou a tragédia apresentavam “entalhes”.
“Esses entalhes nas rodas e a deformação observada no trilho são compatíveis com o fato de que o trilho estivesse fraturado”, afirmou a Ciaf (Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários), vinculada ao Ministério dos Transportes.
“De acordo com as informações disponíveis neste momento, pode-se levantar a hipótese de que a fratura do trilho ocorreu antes da passagem do trem da Iryo envolvido no acidente e, portanto, antes do descarrilamento”, acrescentou a Ciaf.
VÁ ALÉM DA MANCHETE
O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.
A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.
Seja o primeiro a comentar