O Globo – O excesso de velocidade foi a causa do acidente ferroviário ocorrido no México em dezembro do ano passado, que deixou 14 mortos, de acordo com as conclusões iniciais da investigação divulgadas nesta terça-feira pelas autoridades. A procuradora-geral Ernestina Godoy explicou em coletiva de imprensa que as caixas-pretas do trem mostraram que o maquinista excedeu os limites de velocidade em vários trechos da rota no sul do país.
Uma revisão mostrou que o trem estava a 65 km/h na curva onde ocorreu o acidente, quando a velocidade máxima permitida naquele ponto era de 50 km/h, detalhou a procuradora. Ela afirmou que o trem estava funcionando corretamente e que os freios estavam operando adequadamente, já que o trem conseguiu parar sem incidentes nas estações ao longo da rota.
Como parte da investigação, foram apresentadas acusações de homicídio e lesão corporal culposa, disse Godoy, sem mencionar o maquinista, que saiu ileso do acidente. O trem, parte do chamado Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec, com 250 pessoas a bordo, havia partido de Salina Cruz, no estado mexicano de Oaxaca, na costa do Pacífico, com destino a Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, no Golfo do México.
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O excesso de velocidade causou o descarrilamento da locomotiva e de quatro vagões próximo à comunidade de La Nixanda, em Oaxaca.
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