33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Como ficou a estação Júlio Prestes, no centro de SP, após restauração de R$ 42 milhões

Estadão – A estação Júlio Prestes, na região central de São Paulo, passou por uma ampla restauração promovida pela concessionária ViaMobilidade, operadora da Linha 8-Diamante de trens metropolitanos.

A entrega simbólica da obra à população foi realizada nesta sexta-feira, 30, pela empresa e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A restauração faz parte do contrato de concessão. Foram investidos R$ 42 milhões na modernização estrutural e resgate da arquitetura original do espaço, com a revitalização de mais de 14 mil m² ao longo de 14 meses de trabalho, de acordo com a concessionária.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

“A reabilitação do centro histórico é uma prioridade para nós. Dos equipamentos da região da Luz, a Estação Júlio Prestes era o que faltava para receber a restauração”, afirmou Tarcísio.

A estação, que é o ponto de partida da Linha 8-Diamante de trens, recebe diariamente cerca de 5 mil passageiros. O edifício inaugurado em 1939 passou por importantes intervenções, principalmente na iluminação e cobertura:

  • instalação de mais de 120 luminárias nas plataformas;
  • recuperação de cerca de 2.500 m² da cobertura original em policarbonato, para ampliar a entrada de luz natural;
  • recuperação de mais de 5 mil m² de fachadas com verniz antipichação;
  • troca do telhado para eliminar goteiras e infiltrações;
  • restauração de relógios históricos, datados de 1972;
  • renovação dos jardins externos para áreas de convivência;
  • portas fora do padrão foram substituídas por modelos com dimensões da época da inauguração;
  • além da restauração, o espaço passa a contar com rampas, acessibilidade para pessoas com deficiência.

A reforma conferiu novos usos a alguns dos ambientes. A antiga sala de espera de passageiros da segunda classe, que servia como depósito, foi transformada em um café. O restauro do piso de taco dessa área exigiu sete camadas de tratamento.

Cores originais

As obras levaram em conta materiais e técnicas compatíveis com o período em que a estação foi construída.

Durante o processo, restauradores removeram até seis camadas de tinta para revelar as tonalidades originais do projeto do arquiteto Christiano Stockler das Neves (1889-1982). A equipe identificou que a estrutura metálica não era originalmente cinza, e sim em tom vinho.

As áreas internas voltam a exibir a cor “flor de laranjeira”, harmonizada com nuances de rosé em pontos específicos, imitando a cor aplicada ainda em 1928, ano da construção dos pórticos metálicos da Gare da Luz, utilizando tintas minerais à base de silicato.

Ao longo da história, foi uma das principais portas de entrada ferroviária da capital paulista, conectando a cidade de São Paulo ao interior do estado.

Fonte: https://www.estadao.com.br/sao-paulo/como-ficou-a-estacao-julio-prestes-no-centro-de-sp-apos-restauracao-de-r-42-milhoes-veja-imagens/

VÁ ALÉM DA MANCHETE

O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.

A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.

ASSINE E RECEBA A ANÁLISE QUE O MERCADO LÊ »

1 Comentário

  1. Uma obra de R$ 42MM somente com este escopo? Difícil de acreditar, mesmo sendo em caráter de restauração…Não deve ter chegado nem na metade disso.

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*