Estadão – A estação Júlio Prestes, na região central de São Paulo, passou por uma ampla restauração promovida pela concessionária ViaMobilidade, operadora da Linha 8-Diamante de trens metropolitanos.
A entrega simbólica da obra à população foi realizada nesta sexta-feira, 30, pela empresa e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A restauração faz parte do contrato de concessão. Foram investidos R$ 42 milhões na modernização estrutural e resgate da arquitetura original do espaço, com a revitalização de mais de 14 mil m² ao longo de 14 meses de trabalho, de acordo com a concessionária.
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“A reabilitação do centro histórico é uma prioridade para nós. Dos equipamentos da região da Luz, a Estação Júlio Prestes era o que faltava para receber a restauração”, afirmou Tarcísio.
A estação, que é o ponto de partida da Linha 8-Diamante de trens, recebe diariamente cerca de 5 mil passageiros. O edifício inaugurado em 1939 passou por importantes intervenções, principalmente na iluminação e cobertura:
- instalação de mais de 120 luminárias nas plataformas;
- recuperação de cerca de 2.500 m² da cobertura original em policarbonato, para ampliar a entrada de luz natural;
- recuperação de mais de 5 mil m² de fachadas com verniz antipichação;
- troca do telhado para eliminar goteiras e infiltrações;
- restauração de relógios históricos, datados de 1972;
- renovação dos jardins externos para áreas de convivência;
- portas fora do padrão foram substituídas por modelos com dimensões da época da inauguração;
- além da restauração, o espaço passa a contar com rampas, acessibilidade para pessoas com deficiência.
A reforma conferiu novos usos a alguns dos ambientes. A antiga sala de espera de passageiros da segunda classe, que servia como depósito, foi transformada em um café. O restauro do piso de taco dessa área exigiu sete camadas de tratamento.
Cores originais
As obras levaram em conta materiais e técnicas compatíveis com o período em que a estação foi construída.
Durante o processo, restauradores removeram até seis camadas de tinta para revelar as tonalidades originais do projeto do arquiteto Christiano Stockler das Neves (1889-1982). A equipe identificou que a estrutura metálica não era originalmente cinza, e sim em tom vinho.
As áreas internas voltam a exibir a cor “flor de laranjeira”, harmonizada com nuances de rosé em pontos específicos, imitando a cor aplicada ainda em 1928, ano da construção dos pórticos metálicos da Gare da Luz, utilizando tintas minerais à base de silicato.
Ao longo da história, foi uma das principais portas de entrada ferroviária da capital paulista, conectando a cidade de São Paulo ao interior do estado.
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Uma obra de R$ 42MM somente com este escopo? Difícil de acreditar, mesmo sendo em caráter de restauração…Não deve ter chegado nem na metade disso.