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Antaq aprova mudança de controle da Alempor para a Arauco e avanço de projeto logístico

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou, no fim de março, a mudança de controle da sociedade Alempor para a Arauco, autorizando a companhia a avançar na aquisição acionária. A decisão está condicionada à transferência da titularidade do Terminal de Uso Privado (TUP), localizado na Alemoa, em Santos (SP), para a Alempor.

Com a aprovação, a Arauco poderá dar continuidade aos trâmites necessários para concluir a operação, que ainda depende do cumprimento de condições comerciais e jurídicas, incluindo formalidades societárias e regulatórias. A expectativa é de que a transação seja finalizada em aproximadamente 90 dias.

Entrevista de capa • Revista Ferroviária
Arauco e a primeira ferrovia shortline privada do Brasil
Em entrevista exclusiva à Revista Ferroviária, Alberto Pagano detalha o projeto que marca um novo momento para o setor: a implantação da primeira ferrovia shortline privada do país.
Com investimento superior a R$ 2 bilhões, a iniciativa promete transformar a logística de celulose e reforça o avanço do capital privado como vetor de crescimento das ferrovias no Brasil.
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Segundo Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil, a autorização representa um avanço no planejamento logístico da empresa. “Isso representa um avanço muito importante para consolidar o plano logístico estruturado para dar suporte às futuras operações industriais da empresa em Inocência (MS)”, afirmou.

O terminal deverá integrar o Projeto Sucuriú ao principal corredor de exportação do país, por meio de uma solução logística considerada integrada e competitiva pela companhia, com foco no acesso a mercados globais.

Projeto Sucuriú prevê investimento de US$ 4,6 bilhões

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil e envolve investimento de US$ 4,6 bilhões. O empreendimento prevê a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas anuais de fibra curta de celulose.

A unidade será instalada em uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência (MS), próxima ao Rio Sucuriú. A fase de terraplanagem teve início em 2024, e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

De acordo com a empresa, o projeto inclui monitoramento contínuo da biodiversidade local, com identificação de espécies de flora e fauna e mapeamento de áreas prioritárias para conservação.

Durante a fase de obras, a expectativa é gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho, além de oferecer capacitação profissional. Após o início da operação, o projeto deverá empregar cerca de 6 mil pessoas nas áreas industrial, florestal e logística.

A companhia afirma que o empreendimento tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento social e econômico da região, com impacto na geração de renda, arrecadação de impostos e atração de investimentos.

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