Durante o Mês do Ferroviário, a TIC Trens reúne profissionais de diferentes gerações em suas operações e projetos, com destaque para a implantação do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. A concessionária é responsável pela implantação, operação e manutenção dos futuros serviços TIC e TIM (Trem Intermetropolitano), além da operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi.
O projeto promove a integração entre profissionais com décadas de experiência e novos trabalhadores em início de carreira. Atualmente, cerca de 40 jovens aprendizes atuam nas áreas de Atendimento e Manutenção desde o início do ano, participando das atividades junto às equipes mais experientes.
Ao todo, mais de 1.500 ferroviários de diversas áreas atuam na operação de uma linha que transporta mais de 400 mil passageiros por dia. Paralelamente, a concessionária trabalha na implantação do que define como o primeiro projeto estruturado de trem de média velocidade do Brasil.
Entre os profissionais está o diretor de Operação e Manutenção, José Luiz Bastos, com mais de 40 anos de atuação no setor. Ele iniciou a carreira no metrô e passou por diferentes funções ao longo do tempo. “Passei por diversas funções, o que me permitiu conhecer a operação em profundidade, entender seus desafios reais e construir uma visão sistêmica do negócio. Tive a oportunidade de atuar na área jurídica, mas foi na operação que encontrei meu verdadeiro lugar”, afirma.

Bastos também destacou o significado da atividade no transporte coletivo. “Percebi que a velocidade podia ganhar um novo significado: não mais individual, mas coletivo. Passei a me encantar pela ideia de contribuir para transportar milhares de pessoas com segurança, eficiência e precisão. Assim, encontrei um propósito muito maior: viver o desafio de estruturar a operação e manutenção de um projeto de média velocidade no Brasil”, diz.
A atuação no setor também envolve histórias familiares. O analista de manutenção Gilmar Pereira Belem, de 53 anos, soma 28 anos de carreira na ferrovia, seguindo os passos do avô, que foi agente de estação da Rede Ferroviária Federal S.A. em São Lourenço (MG). “Eu cresci praticamente dentro da estação. Morávamos tão perto que aquele espaço virou extensão da nossa casa, cenário das minhas brincadeiras de infância e palco das minhas primeiras memórias. Ser ferroviário, para mim, nunca foi apenas uma profissão: é herança, é identidade, é algo que corre nas veias. Ser ferroviário é trabalhar muitas vezes nos bastidores, mas com a certeza de que seu esforço move uma cidade inteira”, afirma.

A nova geração também participa do processo. A jovem aprendiz Maria Clara Pena Amorim, de 18 anos, atua no setor de Atendimento e é filha de ferroviário. “Aprendi que a ferrovia é uma mudança constante e que todos estão sempre fazendo o melhor para que tudo funcione com precisão a cada viagem”, afirma.
Outro aprendiz, Matheus Vieira Guimarães, também de 18 anos, atua na mesma área e segue os passos dos pais, ambos ligados ao setor ferroviário. “Meus pais tiveram a oportunidade de vir de Salvador, na Bahia, para São Paulo, justamente para trabalhar na ferrovia. Após um tempo, também vim para atuar no mesmo setor, como jovem aprendiz na área de Atendimento da TIC Trens”, diz.

Segundo ele, a experiência tem permitido conhecer a operação. “Sempre tive curiosidade de conhecer como funcionam os bastidores do transporte ferroviário. Agora, descobri que é um universo amplo, com várias áreas e diferentes profissionais. Tenho aprendido diariamente com as trocas de experiências”, conclui.
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