Folha de S. Paulo – Para os envolvidos nas construção da Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo, o pedido de recuperação extrajudicial da Andrade Gutierrez nesta quarta-feira (20) não muda o cenário macro da concessão, mas abre espaço para a assinatura do contrato e início das obras. Derrotada na disputa pelo lote 2 (entre estações Jardim Julieta e Vila Maria, na capital), ela questiona o resultado na Justiça.
Segundo pessoas ouvidas pela coluna, a situação financeira da Andrade Gutierrez torna mais difícil o questionamento apresentado por ela contra o consórcio vencedor, liderado pela Odebrecht. Foi quem apresentou oferta de R$ 6,7 bilhões pelo lote.
Também fazem parte do grupo vencedor a Álya e a italiana Ghella. Elas questionam a demora para começar a construção. Elas esperam a assinatura de contratos com o metrô porque não veem impeditivos para o início das obras.
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A Andrade Gutierrez acusou o consórcio ganhador de manipular tabelas de preços para inflar custos iniciais de obra e formar reservas de caixa com recursos públicos em uma licitação do Metrô de São Paulo. Em primeira instância, a Justiça negou liminar que suspenderia a licitação.
A Odebrecht também ficou com a concessão do lote 3, entre as estações Catumbi e Anhangabaú.
Procurada, a Odebrecht não comentou. Em um primeiro momento, o Metrô de São Paulo afirma que a situação da Andrade Gutierrez não deve mudar o andamento da construção.
Em 14 de maio, o Metrô já havia dito que os certames ainda estão em fase de avaliação da documentação dos consórcios vencedores, etapa que antecede a homologação.
A informação de que a Andrade Gutierrez estaria negociando um acordo extrajudicial com credores para reestruturar sua dívida já circulava no setor. A construtora entrou com o pedido de RJ em Belo Horizonte nesta terça-feira para renegociar dívidas de R$ 3 bilhões.
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