VEJA – Depois de anos de processos arrastados, a Ferrogrão, ferrovia que liga Sinop, em Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, deve ter uma rápida definição. Ao menos é o que estima o governo.
A expectativa do Executivo é que o Tribunal de Contas da União libere o projeto até o final de junho. Depois disso, em cerca de 100 dias a licitação já poderá ser feita, segundo uma fonte do Ministério dos Transportes.
A Ferrogrão é uma das obras mais simbólicas — e controversas — da infraestrutura brasileira. O projeto busca criar um corredor ferroviário paralelo à BR-163, hoje uma das principais rotas de caminhões para levar soja e milho de Mato Grosso aos portos do Norte. Seu projeto tem o objetivo de reduzir custos logísticos, emissões e pressão sobre a rodovia.
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Nos últimos anos, a obra ficou travada entre o TCU, o Supremo Tribunal Federal e órgãos ambientais. Agora, o governo aposta que uma decisão do tribunal de contas pode destravar o cronograma e transformar a Ferrogrão em um dos principais leilões ferroviários da atual carteira de concessões.
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