CBN Curitiba – A concessão da chamada Malha Sul, que ultrapassa 4 mil quilômetros de ferrovias em quatro estados, tem contrato que se encerra em 2027, mas a renovação já está em debate, com calendário aberto agora para discussão com população e setores interessados. No começo da semana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou os detalhes do novo contrato e abriu período de audiências públicas.
Essa fase, que é praxe em licitações, entrou no radar de prioridades da prefeitura de Curitiba, que vem encabeçando cobranças pela retirada dos trilhos de dentro da área urbana.
Eduardo Pimentel lembra que a demanda foi levada à ANTT e ao Ministério dos Transportes em diversas oportunidades e lamenta que o pleito não tenha sido incluído no projeto elaborado na esfera federal.
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Ele classifica esse momento de renovação da concessão como uma “janela de oportunidade”. Por causa disso, Pimentel afirma que o município já trabalha para ampliar articulações e pressionar pela inclusão de mudanças no projeto, que livrem a cidade do ônus dos trilhos.
Os documentos divulgados pela ANTT indicam obrigações com investimentos em pátios de cruzamento para aumento de capacidade e também revitalizações, mas não prevê mudanças relevantes na infraestrutura ou no traçado atual das ferrovias.
A cobrança da prefeitura de Curitiba será pela previsão da implementação de um contorno ferroviário ou ainda a vedação da passagem de linhas férreas pela região. O prefeito destaca que Curitiba é a última grande cidade do país com a presença de ferrovias de carga no meio dos bairros, com prejuízo e riscos para a população e o trânsito, o que frequentemente se reflete em acidentes.
Procurada pela CBN Curitiba, a ANTT não respondeu sobre a possibilidade de alterações no projeto.
A Malha Sul, objeto dessa nova concessão, é composta por três corredores ferroviários, com destaque para o Corredor Paraná-Santa Catarina. Ele é o principal eixo estruturante do sistema e concentra 78% de toda a carga transportada, com forte vocação exportadora de grãos, açúcar, celulose e fertilizantes.
O período de audiências públicas sobre o projeto federal se estenderá até o mês de agosto, com reuniões virtuais e presenciais sobre o tema, inclusive em Curitiba. Na cidade, a discussão está marcada para o 27 de julho.
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