Metrô CPTM – A TrensRJ, concessionária que assumiu no fim de maio a operação dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro antes nas mãos da SuperVia, anunciou o rompimento do contrato com a corretora Planner e a demissão de cerca de 100 funcionários poucos dias após iniciar a gestão da rede ferroviária fluminense.
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Rio, a decisão de encerrar a parceria ocorreu após a repercussão de investigações envolvendo a Planner. A corretora é alvo de apurações relacionadas a operações financeiras ligadas ao Rioprevidência e a ativos do Banco Master.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, operações sob análise movimentaram aproximadamente R$ 4 bilhões. Os investigadores apuram a participação da corretora como intermediária dessas transações e o destino de valores pagos a título de corretagem.
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Em nota, o Consórcio Nova Via Mobilidade, responsável pela TrensRJ, informou que já procura uma nova instituição para administrar os fundos de investimento ligados à concessão ferroviária.
A mudança ocorre poucos dias após a empresa assumir definitivamente a operação do sistema, encerrando o ciclo da SuperVia, concessionária que administrou a rede de trens urbanos do Rio de Janeiro por quase três décadas.
Além da alteração na estrutura financeira, a concessionária confirmou o desligamento de aproximadamente 100 trabalhadores. Entre os funcionários afetados estariam profissionais das áreas de operação e manutenção.
Segundo a TrensRJ, os cortes representam menos de 2,5% do quadro total herdado da antiga concessionária e fazem parte de um processo de reorganização interna voltado à eficiência operacional.
A empresa também divulgou ações que vêm sendo adotadas desde o início da operação. Um levantamento realizado pela concessionária identificou 178 ferros-velhos localizados em um raio de até dois quilômetros das linhas férreas.
As informações foram encaminhadas à Polícia Civil com o objetivo de auxiliar investigações relacionadas ao furto de cabos, trilhos e outros equipamentos ferroviários, um dos principais problemas enfrentados pelo sistema nos últimos anos.
A TrensRJ também informou que passou a monitorar 97 pontos considerados críticos da malha ferroviária com o uso de drones, buscando ampliar a vigilância contra invasões, vandalismo e furtos de materiais.
Apesar das mudanças administrativas, a concessionária afirmou que não haverá alterações imediatas para os passageiros. Os serviços seguem operando com os mesmos horários, trajetos e estações atendidas anteriormente pela SuperVia.
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