Valor Econômico – O presidente global da Acciona, José Manuel Entrecanales, disse, nesta segunda-feira (29), que o mundo vive um dos períodos mais imprevisíveis das últimas décadas, no qual muitas “certezas” estruturais do Ocidente estão sendo questionadas e desordenadas. Segundo o executivo, porém, o Brasil possui características que também oferecem oportunidades, entre elas a matriz energética. Ele também disse que o país é um destino prioritário para a multinacional espanhola.
“Mais incerteza traz risco, mas traz recompensa para quem acertar estratégias”, afirmou Entrecanales, na primeira edição do Fórum de Infraestrutura Sustentável, promovido pela Editora Globo em parceria com o Valor.
No Brasil, a Acciona executa as obras da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo e, recentemente, tem expandido a atuação no setor de saneamento através de parcerias público privadas (PPPs) no Paraná, no Espírito Santo, em Pernambuco e na Paraíba.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
“[A Linha 6-Laranja] É o maior projeto de mobilidade urbana em curso na América Latina, que já nasceu sustentável desde sua primeira etapa”, disse Entrecanales. Segundo ele, a estruturação financeira da iniciativa, que soma investimento de mais de R$ 19 bilhões, integrou objetivos ambientais e sociais no consórcio liderado pelo BNDES.
O executivo afirmou que o Brasil reúne condições “raras” para atrair capital em um cenário de alta competição global. “Não é à toa que foi o terceiro principal destino de investimentos em 2025, com US$ 77 bilhões, atrás apenas de Estados Unidos e China”, afirmou.
Segundo o executivo, a Lei de Concessões brasileira é fundamental para o movimento. “No Brasil, as infraestruturas são política de Estado, não uma política de governo”, acrescentou.
Na ocasião, também elogiou o papel do BNDES como financiador de projetos de infraestrutura e disse que, apesar de juros altos, mantém confiança na melhoria da taxa nos próximos anos.
Seja o primeiro a comentar