Bruxelas iniciou na sexta-feira uma
análise em profundidade da pretendida fusão entre a divisão de mobilidade da
Siemens e a Alstom, elevando a incerteza sobre a possibilidade de o
“Railbus” pan-europeu ser autorizado a competir estreitamente com a
operadora chinesa CRRC, que conta com apoio estatal.
Em comunicado formulado em termos
veementes, a Comissão Europeia, a autoridade máxima antitruste da União
Europeia (UE), disse que a fusão “poderá privar as operadoras ferroviárias
europeias de uma escolha de fornecedores e de produtos inovadores, e causar
alta dos preços”.
Os defensores do acordo disseram que
as autoridades reguladoras deveriam examinar o negócio em termos mundiais,
devido à necessidade de criar uma “empresa-líder europeia” para
concorrer com a CRRC chinesa, a maior fabricante mundial de trens.
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Bruxelas, no entanto, pôs esse
argumento em dúvida, dizendo que o ingresso de novos concorrentes nos mercados
de material rodante ou de sinalização, “entre os quais, especialmente, o
de potenciais fornecedores chineses, parece uma ocorrência pouco provável no
futuro previsível”.
Na Europa, além disso, a comissária
antitruste, Margrethe Vestager, disse que a fusão “poderá, em última
análise, prejudicar milhões de europeus que usam transporte ferroviário todos
os dias para fins de trabalho ou lazer”.
Fonte: https://www.valor.com.br/empresas/5660857/eu-adverte-sobre-acordo-entre-alstom-e-siemens
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