O escoamento
de soja pelo porto público de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi
interrompido na tarde de segunda-feira devido a um problema na esteira
transportadora, que se curvou devido ao peso. A paralisação afeta as duas
empresas que operam com grãos no porto, Terlogs, da japonesa Marubeni, e a
Bunge.
Segundo o
presidente da Terlogs, José Kfouri, a má manutenção da infraestrutura portuária
acarretou na deformação da esteira em pleno pico da safra. Shiploaders
(equipamentos que carregam os navios) e esteiras estão sob a concessão do
Cidasc, autarquia do governo estadual. Ao Valor, o executivo afirmou que as
falhas de manutenção não são de hoje – em 2015, um shiploader chegou a cair no
mesmo porto – e são fruto de falta de prioridade do órgão e de cobrança do
SCPar, que administra o porto de São Francisco do Sul.
“Precisamos
chamar a atenção pública para este problema”, diz.
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Segundo ele,
os trabalhos de reparação na estrutura devem permitir a retomada dos embarques
em uma semana, mas à meia capacidade, com só um dos dois shiploaders do porto.
Ainda não há previsão para a retomada dos trabalhos do segundo equipamento.
Ontem, 10
navios para carregar soja da Terlogs estavam fundeados no porto e aguardavam a
retomada das operações logísticas. Outras 12 embarcações têm a chegada
programada para as próximas semanas. No caso de atrasos no embarque –
conhecidos como “demourrage” -, as empresas precisarão pagar US$ 18
mil por dia.
O porto
catarinense movimenta um média anual de 7 milhões de toneladas de grãos.
– Fonte: http://www.valor.com.br/agro/5383451/incidente-paralisa-escoamento-do-grao-em-porto-de-sc
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