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Investimentos privados são decisivos para mobilidade urbana

O consenso
entre os participantes do segundo painel do Fórum Estadão sobre mobilidade
urbana foi que, para promover as mudanças necessárias e inevitáveis por causa
do avanço da tecnologia, será necessário mais do que a vontade do poder
público. As parcerias com o setor privado são cruciais. Tóquio, no Japão, onde
o metrô foi privatizado em 1985, e Madri, na Espanha, onde há um consórcio
operando os transportes municipais, foram lembrados como PPPs de sucesso.

O diretor
global de Transportes do Banco Mundial, Franz Drees-Gross, também incluiu São
Paulo nesta lista, com a privatização de rodovias paulistas e com a Linha-4 do
Metrô. “É preciso agora utilizar modelo semelhante para ampliar o transporte
público de passageiros”, acrescentou. O desafio, segundo ele, é atrair empresas
para que invistam neste setor. Números do Banco Mundial revelam que o nível de
investimento privado no transporte é o menor dos últimos dez anos e somente 9%do
total vai para o transporte público.

O secretário
municipal de Mobilidade Sergio Avelleda destacou o MobiLab, projeto iniciado na
gestão Fernando Haddad e mantido na administração Doria. O primeiro fruto foi
anunciado no próprio Fórum: a startup Scipopolis desenvolveu um sistema que
permitirá à prefeitura coletar dados e avaliações de usuários das linhas de
ônibus da cidade vindas de aplicativos parceiros. Com isso, será mais fácil
identificar defeitos.

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 “Abrimos os dados de georreferenciamento para
quem quiser desenvolver um produto. Assim temos 40 aplicativos usando
informações da prefeitura de maneira gratuita para informar os usuários”,
explicou.

Já Carolina
Tohá, ex-prefeita de Santiago, compartilhou sua experiência com o Plano Centro,
que liberou mais espaço nas ruas para os pedestres e o transporte público. “É
preciso mudar a sociedade e para isso, é preciso de sócios”, disse.

Gu Tao,
vice-presidente da Didi Chuxing, comparou China com o Brasil e falou sobre uma
van de sete lugares que percorre pequenas distâncias por um preço mais baixo do
que a tarifa local. “É solução barata para o último trecho”, disse.

 

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