Procurada pelo Valor, a Rumo rebateu, em comunicado, as
críticas que recebeu da Ferroeste: “Desde a fusão com a ALL, a Rumo vem
realizando um trabalho de revitalização e expansão logística de grande impacto
em suas malhas. Já foram investidos R$ 2 bilhões somente na Malha Sul, com a
aquisição de material rodante e melhorias significativas na via permanente.
Esses investimentos permitiram um crescimento de 60% no volume de grãos
transportado até o Porto de Paranaguá nos três primeiros trimestres de 2017 em
comparação com o mesmo período de 2016. Entre 2015 e 2016, houve uma redução de
35% no número de acidentes na Malha Sul. Portanto, a operação ferroviária da
Rumo na região Sul do País não se encontra defasada. Existe uma restrição de
capacidade no trecho Guarapuava-Ponta Grossa. O projeto de recapacitação desse
trecho prevê a injeção de R$ 1,7 bilhão por parte da Rumo. É importante
ressaltar, contudo, que responsabilidade do transporte entre Cascavel e
Guarapuava é da Ferroeste, que mantém uma frota de locomotivas e vagões
obsoleta, inviabilizando o atendimento da demanda da região. Além disso, o
projeto da construção de uma ferrovia ao lado de uma já existente se mostra
inviável. Levá-lo adiante demandaria grandes investimentos e um longo tempo de
construção, além de entraves para obtenção de licenciamento ambiental. A Rumo
já tem um plano robusto de expansão de sua malha, que permitirá atender toda a
demanda do Paraná com prazo e custos menores. A companhia segue investindo na
operação ferroviária, criando novos empregos, gerando desenvolvimento,
garantindo o além de entraves para obtenção de licenciamento ambiental.
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