A CCR mantém o interesse em novas concessões, enquanto seus investimentos recentes começam a entrar em operação e ajudam a compensar os efeitos negativos da redução do tráfego consolidado.
“A CCR sempre avalia novas oportunidades, até porque nosso interesse é sempre de gerar valor ao acionista. Para isso, vamos não apenas maximizar o valor do portfólio, mas também ir em busca de outras capacidades”, afirmou Marcus Macedo, gerente de Relações com Investidores.
Ontem a, CCR teve divulgou lucro de R$ 247,5 milhões no primeiro trimestre, alta de 24,4% na comparação anual. O tráfego consolidado apresentou queda de 3,2% no trimestre. A companhia não faz previsões para o desempenho do tráfego no resto do ano, mas Macedo destaca que “é muito difícil meu tráfego ser positivo se o PIB vai ser negativo”.
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Segundo Macedo, a companhia tem capacidade para investir, especialmente levando em conta que os investimentos feitos estão ficando maduros. “Mas precisamos ver os editais que o poder concedente vai lançar”, disse Macedo, completando que, para garantir os investimentos nas concessões, é importante que o poder concedente respeite os contratos. “Você tem que ter uma segurança muito grande nesse aspecto”, disse ele.
“Nossa crença é que o governo sempre vai respeitar os contratos”, afirmou. Levando isso em conta, a expectativa da companhia é de negociar com o governo para regularizar o cumprimento do contrato da concessão do aeroporto de Confins, em Minas Gerais (MG).
A CCR e o grupo suíço Flughafen Zurich são sócias na parte privada da BH Airport, concessionária do aeroporto, junto da Infraero representando o governo. “Quando assumimos o aeroporto, o poder concedente teria que ter entregado algumas obras. Isso não aconteceu, tive que investir lá R$ 100 milhões e estamos tentando buscar o reequilíbrio econômico e financeiro do contrato”, disse Macedo.
Reportagem publicada ontem no Valor informou que a CCR obteve ação liminar e depositou em juízo o pagamento da outorga relativa a 2016 de Confins, devido a problemas causados pelo desequilíbrio financeiro. “É urgente que façamos essa recomposição de caixa, a ideia é negociar com o governo e achar uma forma de cumprir o contrato, porque estou cumprindo e tive o desequilíbrio”, disse.
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