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Vapor volta a fazer parte da vida do interior de SP

As locomotivas que um dia foram símbolo do progresso no interior paulista deverão voltar à paisagem da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), mas agora dando ritmo ao turismo cultural.


Dois projetos, um em São Carlos, outro ligando Sertãozinho a Pontal, pretendem resgatar o passado ferroviário das cidades e criar linhas turísticas de passageiros.
A ideia é unir o apelo saudosista das viagens de trem à diversão de um passeio pelo interior do Estado, rico em informações históricas.


O Brasil possui 33 trens turísticos, 15 deles circulando por São Paulo. Há projetos para outras duas ferrovias turísticas no Estado, com as linhas São Roque-Mairinque e Araçatuba-Birigui.
As prefeituras de Sertãozinho, Pontal e São Carlos trabalham para finalizar os projetos buscar financiamento.


Como opções, há desde o patrocínio de empresas por meio da Lei Rouanet até o pedido de verbas ao Ministério do Turismo. A meta é colocar os trens para rodar até 2015.
Em São Carlos, a proposta é restaurar uma locomotiva a vapor do fim do século 19, hoje em exposição na estação ferroviária, e construir 1,7 quilômetro de ferrovia.

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Ela partirá de uma propriedade rural às margens da rodovia Washington Luís e irá até a antiga estação do Pinhal, a três quilômetros da Casa do Pinhal, fazenda que abriga um memorial sobre a fase áurea do café no Estado.


A restauração da locomotiva e a implantação dos trilhos custariam R$ 6 milhões, segundo Geraldo Godoy, consultor da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), que presta consultoria ao projeto.


Já a ferrovia que quer ligar Sertãozinho a Pontal irá encontrar 90% dos trilhos preservados. A conservação do trecho, sem uso desde a década de 1970, era uma contrapartida exigida pela FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), que operava o trecho.


O desafio agora é achar uma maria-fumaça, apelido das locomotivas a vapor.


O diretor do departamento de cultura e turismo da Prefeitura de Sertãozinho, João André da Rocha, disse que há negociações para adquirir um exemplar do trem.


O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a FCA, segundo Rocha, cederam vagões e uma locomotiva a diesel. O restauro dos equipamentos custaria R$ 1,5 milhão.


Ele disse não ter estimado ainda os custos para a preparação da linha e das estações.
O consultor da ABPF defende as antigas marias-fumaças. “São um patrimônio histórico, que representa o início das ferrovias no mundo todo.”

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