O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (08/05) que os empresários do setor de concessões garantiram que a nova taxa de retorno anunciada pelo governo para projetos de rodovias, de 7,2%, deixam os projetos atrativos.
Todos [os empresários] declararam que, com essa taxa de rendimento, o investimento se torna bastante atrativo e que eles vão participar dos leilões, afirmou o ministro.
Após meses de indefinição, o governo aumentou de 5,5% para 7,2% a taxa de retorno, uma espécie de fator que baliza os ganhos dos investidores na concessão e que, na prática, define o valor teto dos pedágios das estradas.
Segundo Mantega, com a definição da taxa, os leilões de sete dos nove trechos que o governo pretende conceder ficam marcados para setembro o que, segundo ele, mantém o calendário proposto pelo governo.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Mas, pelo calendário inicial, divulgado no ano passado, os leilões desses sete trechos deveriam acontecer em abril de 2013. Em janeiro, o governo divulgou um novo calendário marcando-os para julho de 2013. Portanto, com a data postergada para setembro, o atraso será de dois meses.
Mantega afirmou que possíveis mudanças nas taxas de retorno das concessões de ferrovias e do Trem-Bala serão discutidas depois.
O ministro disse ainda que, além do BNDES, outros bancos públicos e também bancos privados estão liberados para financiar esse tipo de projeto e afirmou esperar que haja disputa entre eles para melhorar as taxas de financiamento para as empresas.
Seja o primeiro a comentar