A presidente Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira, o presidente mundial do Grupo Santander, Emilio Botin, que anunciou US$ 10 bilhões para financiar o plano de infraestrutura e logística do governo. Segundo Botin, o dinheiro já está à disposição de empresas brasileiras, espanholas e de outros países, com interesse em atuar na área de infraestrutura no Brasil.
— Eu falei para a presidente que damos muita importância ao plano de infraestrutura. Vamos colaborar não apenas com assessoramento às grandes empresas brasileiras, espanholas e de outros países, mas também vamos colaborar financeiramente. Eu lhe disse que, numa primeira etapa, temos em torno de US$ 10 bilhões — afirmou.
Botin disse que o Santander vai organizar um simpósio para empresas brasileiras e espanholas interessadas no plano de infraestrutura, que inclui rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Segundo ele, o Santander investiu no país US$ 27 bilhões, numa demonstração de confiança na economia brasileira, apesar das previsões pessimistas em relação ao crescimento do país neste ano.
— Este ano o Brasil deve ter crescimento que deve ser pelo menos 2%, comparado com outros países é uma cifra que, para o Brasil, não é ideal, mas segue sendo um crescimento positivo. O Brasil tem força e capacidade. Estamos convencidos de que este crescimento – que para o Brasil é pequeno – será maior no futuro. E a prova é que continuamos investindo neste país e estimulando investidores estrangeiros que o façam também — afirmou.
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Botin afirmou que a presidente “está fazendo um grande trabalho e tomando uma série de medidas muito boas”. Para o presidente do Santander, o Brasil tem estrutura e capacidade de desenvolvimento.
— Estamos muito otimistas com o caminho deste país. Temos grande confiança em tudo o que está sendo feito — disse.
— Foi uma conversa agradável e positiva. Eu estaria preocupado se não estivesse no Brasil. Ou seja, está claro para nós: este é um país muito importante. Entre os grandes em que o banco está, o Brasil, para nós, é o mais importante.
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