O adiamento do leilão do TAV (Trem de Alta Velocidade), apelidado de trem-bala, para o final de abril de 2011 gera protestos do secretário Jaderson Spina, do Planejamento e Meio Ambiente de Jundiaí. Para ele, os municípios da região precisam de atitudes mais claras da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) sobre esse projeto que trará grandes impactos.
“É preciso diretrizes para o traçado, alguma medida de interdição administrativa de uma determinada faixa territorial. Não podemos negar a licença para a instalação de novas empresas e essa indefinição poderá ter sim alto custo ao governo federal”, diz.
Ele afirma não ter recebido nenhum retorno sobre as propostas de Jundiaí para o traçado do trem-bala, após contato com a agência federal, do Ministério dos Transportes.
Segregação Urbana
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
A principal preocupação do governo Miguel Haddad (PSDB), afirma o secretário, é a criação de uma nova barreira urbana como já ocorreu no passado com o rio, a ferrovia e as rodovias. “Não somos contra uma ligação rápida entre Jundiaí e o aeroporto de Cumbica, por exemplo. A questão é como será feito isso e por onde ela vai passar”, diz.
O novo cronograma, divulgado após o adiamento do leilão, prevê a assinatura de contrato com o vencedor do leilão apenas em 20 de outubro de 2011, tornando apertado um prazo de construção que mirava as Olimpíadas de 2016.
“O Rodoanel perdeu 5 anos para o licenciamento ambiental. Esse projeto tem desafios ainda maiores”, diz Spina.
Ele garante que as tubulações de álcool do Uniduto, que passará por Jundiaí e região, e a conexão duplicada com o sistema Rota das Bandeiras (via estrada de Itatiba) são outras grandes questões para se resolver em 2011.
Seja o primeiro a comentar