O trem é de alta velocidade, mas o processo para tirá-lo do papel, ou melhor, para colocá-lo em contrato, pode ser bem mais lento. Às vésperas do lançamento do edital, ainda há muitas dúvidas pairando no ar.
O trem de alta velocidade (TAV) brasileiro promete desafogar o corredor de transportes que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, dinamizar a economia das cidades por onde vai passar, postergar a necessidade de construção de novos aeroportos e rodovias e gerar empregos, entre outros benefícios, escreve o jornalista Dubes Sônego no amplo levantamento que fez e que descreve na edição impressa do Brasil Econômico.
Há, no entanto, quem diga que os recursos poderiam ser mais bem empregados em outras obras de transporte público. Como exemplo, o metrô da cidade de São Paulo, que transporta, diariamente, cerca de 3,4 milhões de pessoas.
Em quase dez dias, levaria a mesma quantidade de cidadãos que o trem de alta velocidade gastaria para transportar em um ano.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Consultores e associações industriais comentam que o orçamento do trem, de R$ 34,6 bilhões, teria melhor uso se empregado em obras mais baratas e com benefícios econômicos maiores em termos proporcionais.
Na outra ponta, os defensores afirmam que o investimento deve ser visto também sob outras perspectivas, como os benefícios que traria à população e o potencial impulso que pode dar à revitalização do parque ferroviário nacional.
“Todas as linhas de TAV dinamizam as regiões por onde passam”, diz Philippe Delleur, presidente da Alstom no Brasil.
O vice-presidente da República, José Alencar, rebate as críticas afirmando que o retorno do projeto é “absolutamente garantido”. E afirma que sua existência não significa que outros projetos de infraestrutura logística ficarão sem recursos, conforme relata a repórter Françoise Terzian.
Seja o primeiro a comentar