Com previsão de funcionamento em Cuiabá a partir de junho de 2014, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ainda não tem valor da tarifa definida para o trajeto em suas duas linhas – CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro. A questão que se transformou na principal incógnita dos usuários do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, que até agora não fazem ideia do quanto pagarão pela passagem, deverá ser discutida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso no próximo mês em Audiência Pública.
O requerimento para o debate foi apresentado nesta quarta-feira (15) pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR), com a justificativa de que o assunto é de interesse geral da sociedade, mesmo faltando ainda um ano para o funcionamento do modal. O parlamentar solicitou à Mesa Diretora que determine a realização da Audiência Pública no dia 24 de junho, às 14 horas, no auditório Deputado Milton Figueiredo, da Assembleia Legislativa.
O deputado republicano ainda pede, no requerimento, a participação da equipe técnica da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) devido à relevância do tema. Pinheiro entende que a audiência pública é de fundamental importância para fomentar as discussões sobre as condições do transporte coletivo de passageiros intermunicipal e interestadual que fazem viagens na região metropolitana de Cuiabá.
Salientando que a população da região metropolitana hoje já é de 1 milhão de habitantes, Emanuel Pinheiro declara que “a intenção é melhorar as condições das viagens feitas pelos mato-grossenses a fim de assegurar o direito de ir e vir da população. Mas, é necessário que o custo seja acessível”.
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Há mais de um ano, ainda quando estava sendo questionada a implantação do modal, o ponto mais polêmico era o custo da tarifa, fato que chegou a causar divisão de opiniões. Os defensores do sistema BRT (Bus Rapid Transit), sistema que acabou sendo preterido, queriam a instalação de corredores de ônibus aos invés de trilhos pelo custo da tarifa.
Segundo técnicos contrários ao VLT, o preço da passagem de BRT seria o mesmo praticado hoje com os veículos convencionais, na casa dos R$ 3,00, enquanto que o a tarifa do VLT para ‘compensar a manutenção do sistema’ teria que ser pelo menos R$ 7,00. O argumento era de que para manter a taxa em valores populares para os trens, seria necessário haver subsídio do Governo do Estado.
Em entrevista à imprensa este ano, o governador Silval Barbosa afirmou que os custos com a utilização do VLT não serão mais caros que o do transporte coletivo de ônibus como muitos temem. “Estamos implantando um sistema moderno e sobretudo viável para a população. Não estamos implantando um modal para onerar o bolso do usuário, caso contrário, não seria interessante para ninguém”, disse o governador.
Essa é a certeza que o deputado Emanuel Pinheiro quer ter com a realização da Audiência Pública. “Não é apenas a minha preocupação, mas creio que de toda a população. Acho que todos querem saber o quanto vai custar a passagem porque isso hoje não está claro. Nada mais justo do que acabarmos logo com essa dúvida”, pontua o parlamentar.
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