“Melhor do que escolher uma tecnologia e um fornecedor para o trem de alta velocidade brasileiro seria contar com vários operadores, como acontece em linhas de ônibus ou avião, para que entrem em competição e busquem cada um atrair os passageiros pela qualidade do serviço”. A sugestão vem de alguém que entende do assunto: do diretor de Alta Velocidade da União Internacional das Ferrovias, Ignacio Barron.
Ele diz que trens de alta velocidade variam muito pouco, e pouco influenciam na infraestrutura. “É igual a avião: quando eu entro num avião, não olho o fabricante nem o tipo de aparelho. E muita gente faz a mesma coisa. O que me interessa, como passageiros, é o conforto, o serviço, a pontualidade e a segurança. Por que a ligação Rio-São Paulo-Campinas não pode funcionar como a Ponte Aérea?
Barron acredita que um leilão assim organizado seria capaz de atrair as operadoras aéreas e rodoviárias que hoje fazem Rio-São Paulo – e não colocá-las em campo adverso: “a operadora que ganhar vai comprar seus trens, assim como compra seus aviões ou seus ônibus, e operá-los da melhor maneira”.
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